rpgvale
1599924783602205
Loading...

Canções da Meia-Noite #39 - Unlucky

Olá meu jovens amigos aventureiros hoje continuamos a saga dos heróis iniciada na CMN #27 The First Tale ,onde na primeira parte vocês p...


Olá meu jovens amigos aventureiros hoje continuamos a saga dos heróis iniciada na CMN #27 The First Tale ,onde na primeira parte vocês puderam conhecer um pouco sobre os protagonistas principais da história e os primeiros eventos que levarão a um longa e cativante jornada,me sigam em mais um episódio desta aventura.




Os povos Élficos são os mais diversificados em Faelti, há desde os grandes diplomatas e líderes de capitais até os mais simplórios membros de tribos Druidas, existe até mesmo uma tribo subterrânea em nosso continente, mesmo assim nunca vi um único indivíduo da raça que não esbanjasse elegância. A maioria deles mede de 1,40 a 1,70, usam roupas e jóias discretas e bonitas, são esguios e graciosos, um tanto frágeis a primeira vista. Muitos humanos os consideram bonitos, bem eu posso dizer isso das donzelas.

A bela moça que eu via na minha frente não era diferente disso. Suas vestes “naturais” eram belas e simples assim como suas feições, seus olhos verdes eram tão belos quanto uma esmeralda. Ela empunhava um arco de madeira ornado com ramos e flores, entalhadas nele havia uma seqüência de runas, indecifráveis para mim.

Ela olhava para Elliot caído ao meu lado, dormindo profundamente assim como os horríveis orcs que a pouco a ameaçavam. A garota foi até ele e começou a mexer nas cordas, tentando desamarrá-lo, ela parecia ter dificuldades.

- Me deixe ajudar – falei sorrindo, gentil.

Tirei as mãos da mocinha de cima do apertado nó e o desfiz. Ela virou-se para mim e disse:

- Obrigado – ela não agradecia por eu ter desamarrado Elliot.

Agarrei o garoto adormecido e o coloquei sobre os ombros, era pesado. Guardei meu Alaúde nas costas com um pouco de dificuldade.

- Agradeça ao saco de batatas aqui – falei arrancando um sorriso tímido da jovem elfa – é por causa dele que você está livre.

Nós caminhamos pela floresta lado a lado, eu com Elliot nos ombros e ela com o arco nas costas. Ela parecia intensamente concentrada em algo, os olhos da garota mostravam isso. Depois de alguns minutos de silêncio perguntei:

-Afinal, qual é o nome da jovem arqueira?

- Ah, me desculpe, me chamo Arghen – falou ela desanimada – e o seu?

- Me chamo Nicholas – respondi sorrindo, ignorando meu sobrenome.

- Senhor Nicholas... – começou a garota.

- Ei! Pode me chamar de Nick – interrompi – além do mais, fica muito estranho você sendo mais velha me chamando assim.

Ela sorriu e concordou. Nós todos sabemos que os elfos são um povo de grande longevidade. Arghen devia ter mais ou menos uns cinqüenta anos, geralmente os elfos vivem o triplo do tempo que os humanos. Mais longe que isso só os anões, aqueles baixinhos podem viver mais de quinhentos anos!

- Bem... Nick, Como foi que fez aquilo? – continuou a garota – Eu nunca vi uma magia daquele jeito.

- Ah sim, é uma das minhas canções hipnóticas, a “Melodia de Orfeu”, põe qualquer um que a ouça para dormir – expliquei – exceto elfos, é claro!

- É mesmo, vocês Altos, dormem com mais facilidade – falou Arghen observando a diferença de altura entre as raças.

É de costume dos elfos e dos anões, chamarem nós humanos de “Altos” devido ao fato de nossa espécie alcançar tamanhos maiores, enquanto eles não passam de 1,70 para os elfos e 1,40 nos anões. Em relação ao sono também têm diferenças, já que os elfos não precisam dormir tanto quanto as outras raças, só precisam de poucas horas de sono ou algum tempo de meditação. É engraçada essa diferença de ponto de vista não? Será que eles acham nossas orelhas estranhas?

- Arghen, quero que me explique o que aconteceu com você – falei enquanto seguia a elfa pela floresta, ela estava com pressa.

- Não tenho tempo, preciso ajudar meu pai! Toda minha tribo corre perigo! – gritou ela sem parar de correr por entre as arvores.

-Mas eu quero ajudar! – respondi.

- Por quê? Não pense que irá comigo! Isso é assunto do meu povo! – resmungou a garota.

- Você pretende ir sozinha? E enfrentar um inimigo que nem seu pai conseguiu deter? – argumentei.

- Sim! – falou determinada sem tirar os olhos do caminho.

- Sem flechas? – falei ao observar que carregava apenas o arco.

- Eu posso fazer algumas no caminho! – falou parando e virando o rosto para mim – Por que eu levaria você junto?

-Eu posso ser útil, há várias maneiras de ajudar! Deixe-me provar.

- Não tenho tempo pra isso, meu povo inteiro está em perigo – falou voltando a seguir pela floresta a passos largos.

- Me dê quinze minutos e eu posso conseguir munição, suprimentos e abrigo! – gritei.

Sabendo que estávamos embrenhados na floresta a pelo menos duas horas da cidade e a dias da tribo druida ela teve de aceitar o desafio. A garota virou-se e me olhando com olhos céticos disse:

- Certo, faça isso e se conseguir você vem! – disse em tom de vitória.

- Muito bem, não vamos perder tempo! – eu coloquei Elliot, adormecido, escorado em uma árvore e me sentei no chão, ao seu lado.

Sim, era sentado que eu iria fazer tudo aquilo. E em menos de quinze minutos.

- Você sabe como magias de realocação funcionam? – falei enquanto tirava a fita de couro do meu cabelo.

Arghen cruzou os braços e ficou em pé, de frente para mim. Ela fez que sim com a cabeça e disse:

- Claro, os magos da tribo fazem isso, você pode mudar coisas de um lugar específico para outro de mesmo tamanho! Mas não funciona em lugares muito grandes, duvido que você tenha tudo o que disse apenas na área mágica restrita! – sua voz tremia quando falava.

Ela tinha razão em absolutamente tudo o que disse. A minha magia era de conexão com o baú do meu quarto na taverna de Grabb, e dentro dele não havia tudo aquilo que eu disse que iria trazer, mas havia algo mais útil.

Então desenhei, no chão de terra, um retângulo, mais ou menos do tamanho do fundo do meu baú, em seguida coloquei a fita de couro no centro do desenho. Eram os pré requisitos para a magia funcionar.

- Você até que é bem informada – falei quando apontei as mãos para o desenho no chão – Lancastriae Relocate!

As linhas do retângulo piscaram e a tira de couro se incinerou, gerando uma pequena e densa nuvem de fumaça no centro do desenho. A nuvenzinha ocultava um saco de couro, nele havia um grande “N” escrito.

- Olhe, aí está! – falei ao pegar o saco recém chegado do meu baú.

- A não ser que isso seja um saco mágico sem fundo, onde você possa guardar várias coisas, não funcionou! - rebateu. Ela estava preocupada e com pressa.

- Não... – falei enquanto abria o saco e retirava seu conteúdo – mas é uma ótima idéia, vou arrumar um.

Tirei de lá um velho caderno encapado com couro marrom, na capa se lia “Magica Simplex Nuntius” ou Mensagem Mágica Simples, mas eu prefiro chamar de MSN, é mais curto. Havia lá também um frasco de tinta e uma pena velha. Essa é uma das minhas criações mágicas mais interessantes e eu adoro me gabar disso.

Abri o caderno e comecei a escrever: Roupas, comida, bebida, armas, barraca, tudo o que seria útil para a viagem. “Tomara que não demore” pensei.

- O que você está fazendo? – falou a garota.

- Um pedido – respondi sorrindo, em seguida assinei a pagina e fechei o caderno.

Aguardei alguns segundos até que, sem me surpreender, o caderno se abriu sozinho. Na mesma página onde eu havia escrito, logo abaixo da minha assinatura estavam as palavras: “Vão ter que ser duas viagens” na caligrafia de Grabb, em seguida sua assinatura.

Agradeci e coloquei o caderno de volta no saco junto com a tinta e a pena. Tirei meu Alaúde das costas e junto com o saco de couro coloquei dentro do retângulo mágico. O saco era grande o suficiente para preencher os requisitos das duas viagens, então, repeti as palavras mágicas.

Em menos de quinze minutos eu estava com minhas roupas de viagem, meus equipamentos, minha mochila cheia, barraca, e saco de dormir. Grabb também mandou duas mochilas extras com suprimentos para Elliot e a garota. Mais tarde encontrei uma aljava novinha carregada de flechas.

- Isso é para você – falei ao estender à Arghen uma das mochilas e a aljava – e então, posso te acompanhar nessa jornada?

- Certo... – ela corou – você pode vir. Mas Elliot tem que ficar e voltar para a cidade! É perigoso demais para ele, não vou colocar mais alguém em risco!

- Eu vou sim! – falou o garoto que tinha acordado há algum tempo – Eu sei me virar! Ah... Se você conhecesse minha mãe, saberia o que é perigo...

- Você fica! – rebateu Arghen irritada.

- Eu vou junto, diabos, porque você sempre tem que fazer tudo sozinha? Eu posso ser útil!

-Útil? Da última vez que você foi “útil” quase estragou o plano do Nick! – falou a garota.

- Na verdade ele estragou mesmo – falei.

-Mas eu não tive a intenção! Arghen, você não pode ir sozinha! Eu vou ajudar! – me ignoraram.

- Ah é? Me diga no que você ajudou até agora?

-Ele me trouxe até aqui – falei interrompendo a discussão.

A jovem elfa olhou para mim surpresa com o argumento. Virou os olhos para Elliot e depois voltou a seguir em frente, colocando a mochila e a aljava carregada de flechas nas costas.

- Obrigado – disse Elliot me olhando nos olhos – ela é como o pai, orgulhosa.

- É, ela e todos os elfos, mas não se preocupe, ela está passando por um momento difícil, vamos ajudá-la e tudo vai ficar bem – estendi a mochila restante a Elliot.

Ele pegou o equipamento e pôs nas costas. Arghen andava apressada à uns dez metros de distancia de nós, o garoto e eu a seguíamos enquanto ele me falava da situação:

-Bem... Parece que o pai dela está sendo forçado a se aliar a alguém em uma guerra em troca da vida da filha...

- Nossa isso é mau, – falei amarrando meu cabelo com uma fita vermelha que veio junto com as coisas enviadas por Grabb – quem está fazendo isso?

- Soldados das cidades Douradas – respondeu Elliot.

- O que? Mas eles não são nossos aliados? – perguntei surpreso.

- É eu achava isso também... Não sei o que está acontecendo – falou enquanto apressávamos o passo para acompanhar a elfa.

A região sul de Faelti, que chamamos de Casme (uma abreviação para Castella Meridium, ou Castelos do Sul), onde estamos, é formada por cinco reinos. Esta região é dividida em duas partes, a leste e a oeste.

Na metade leste, na costa, fica o reino de Camel, terras da Rainha Mirian onde existem os grandes portos e onde todo o comercio marítimo acontece. Ao lado de Camel fica Korg, capital da região, reino da Rainha Geil e onde fica a taverna de Grabb.

Na costa oeste fica o reino de Viteal, terra da bondosa Rainha Amélia, solo fértil, é de onde quase toda a comida da região vem e é lá que estão as maiores plantações daqui. Ao lado de Viteal ficam as Florestas Iluminadas, que também fazem fronteira com Korg, nelas habitam vários tipos de criaturas e as tribos dos Druidas protetores da Natureza.

E finalmente a área mais inóspita e questionável do nosso reino, as Cidades Douradas. Situadas em um imenso deserto de areia dourada, essas cidades ficam exatamente no centro das Florestas Iluminadas, lá vive um povo de cultura muito singular. Reino de Mael, o Rei Ilusionista, um dos únicos soberanos que permaneceu depois que a política das quatro Rainhas foi posta em prática. Mas a história que resultou naquele deserto é assunto para outro momento.

- Se os elfos Protetores da Natureza realmente se aliarem as Cidades Douradas, seja quem for que terá de enfrentá-los, vai ter problemas – conclui.

- É, mas Findan, pai de Arghen, não vai ceder tão facilmente. Ameaçar a vida de sua filha meramente o colocou em dúvida. – disse Elliot.

- Às vezes o orgulho é perigoso... – falei – Como você sabe sobre isso exatamente?

- Na noite em que Arghen foi seqüestrada eu ouvi a conversa entre Findan e o um homem das Cidades Douradas. Quando fui contar a ela o que tinha ouvido, eles já estavam atacando-a – explicou Elliot – então eu os segui.

- Só tem uma coisa em tudo isso que eu ainda não entendi... – falei.

- O que? – perguntou Elliot.

- O que aqueles orcs têm a ver com isso?

- Eles estavam a mando dos homens das Cidades Douradas ora.

- Ah é? E desde quando temos orcs nessa região? – respondi.

Elliot e eu passamos algumas horas conversando, seguindo Arghen que permaneceu calada quase todo o tempo. Ela ficava parando e colhendo ervas, cascas, galhos e outras coisas exóticas que eu só pude pensar que eram para customizar suas “roupas”. Elliot foi mais curioso e ousou perguntar para o que eram aquelas coisas, mas ele conseguiu apenas um “não é da sua conta” da garota.

Mais algumas horas e notei que a noite já havia caído. Ainda seguíamos Arghen, agora correndo. Elliot me falava sobre a tribo Druida, enquanto isso a elfa seguia solitária a nossa frente.

- Arghen, por que não se junta a nós? – perguntei – Acredito que você pode me ajudar mais, já que viveu lá.

A garota não deu ouvidos, continuou correndo sozinha, como se nós não estivéssemos ali. Ela parecia preocupada demais para conversar.

Nós já estávamos cansados, eu em especial: invocar todas aquelas coisas e correr meia floresta em um dia me deixaram exausto. E se eu não estivesse enganado, ainda haviam muitas batalhas pela frente.

-Vamos parar – falei.

Elliot parou ao meu lado, as mãos nos joelhos, ofegando. Arghen não devia ter ouvido, pois continuou correndo.

- Ei Arghen! – gritei – Vamos parar aqui! Vamos arrumar um lugar para acampar!

- Eu não vou acampar! – respondeu a garota – Fiquem vocês com a barraca!

- Tudo bem – falei ao mesmo tempo em que pegava a tenda para montar a barraca.

- Ei Nick! Nós vamos deixá-la seguir sozinha? – exclamou Eliot ao meu lado.

- Ela não disse que iria seguir, só que não iria acampar... – falei quando apontei a garota escorada em uma grande árvore uns oito metros à frente.

- Mas o que? – falou Elliot enquanto me ajudava a montar a barraca.

- Arghen sabe que precisamos descansar, ela principalmente – comecei – ela foi seqüestrada lembra? Deve estar precisando de um pouco de paz mais do que qualquer um aqui. E ela disse que iríamos junto não? Então nós vamos, confie nela.

- Tudo bem... – falou o garoto me ajudando com as estacas.

Arghen ficou escorada na árvore, de olhos fechados meditando até a ultima vez que a vi antes de ir dormir. Abri a cortina da barraca e fiz sinal para que Elliot entrasse.

- Você não vai dormir?

- É claro que sim! Mas eu não costumo dividir barracas com homens, ou sacos de batatas – falei pegando meu saco de dormir – e alguém tem que vigiar não?

-Ah, certo, boa noite então! – falou enquanto se acomodava na barraca indagando “saco de batatas?”.

Deitei-me do lado da barraca, em um ponto onde podia avistar Arghen em sua meditação. Nós não acendemos fogueira, aqui no Sul o clima a noite é ameno, mesmo na floresta. Nada que o acolchoado do meu saco de dormir não desse conta.

Em pouco o silêncio da madrugada se transformou nos ruídos misteriosos da floresta. Eu sempre me perguntei por que o pio das corujas fica tão assustador à noite. Logo eu já havia me esquecido da tarefa de vigiar, foi fácil. Eu dormi.

Geralmente eu não sonho, e quando isso acontece sempre é algo estranho. Minha cara ardia. Era como se Elliot estivesse me estapeando... Eu podia até vê-lo. A floresta parecia em chamas, e eu ouvia um som que parecia Arghen chorando.

Elliot estava me estapeando! A floresta estava pegando fogo e Arghen estava chorando! Acordei no inferno!

- O que está havendo? – falei completamente perdido.

- Eu ouvi Arghen gritar, e quando eu saí da barraca para ver, estava tudo assim, em chamas – respondeu Elliot.

Arghen estava mais próxima, ela já não meditava mais escorada em sua árvore, estava perto da barraca, chorando. Ela tinha uma mão cobrindo o rosto desesperado e a outra agarrada na terra. Ela olhava para todos os lados freneticamente vendo o fogo nos fechar em um círculo de chamas.

- Como foi que isso aconteceu? – falei puxando minha espada da bainha.

- Eu não sei! – gritou Elliot que tentava fazer Arghen reagir.

- Surgiu do nada! – falou a garota – A luz repentina me chamou a atenção, então eu abri os olhos e a floresta já estava assim! – seu rosto estava molhado de lagrimas

- Eu posso ter certeza de uma coisa, isso não aconteceu por acaso – falei enquanto pegava algo na mochila – o autor deste incêndio ainda deve estar por perto!

Elliot ainda estava ao redor de Arghen tentando acalmá-la quando eu ouvi um barulho vindo do alto de uma árvore. Logo que percebi atirei uma das minhas adagas para Elliot. Ele a pegou sem entender.

Elliot logo recebeu a explicação. Um enorme orc saltou de cima de uma árvore atrás de mim, urrando e brandindo uma espada velha, conhecida.

- Nick, atrás de você! – avisou o garoto.

Virei-me bem a tempo de rebater o golpe do monstro com a minha espada. A força do monstro era tão grande que fui jogado para trás uns três metros.

- Fique perto dela! – gritei para Elliot – O outro deve estar espreitando em algum lugar aqui!

O orc na minha frente era o mesmo que tinha seqüestrado Arghen, se não me falha a memória era o tal de Horrok. Logo ele se recuperou do impacto do golpe e se lançou contra mim mais uma vez. Minha espada era resistente, não quebraria, mas com mais um golpe daqueles e eu seria jogado para dentro das chamas.

O monstro veio direto a mim sem hesitar, e então a alguns passos de me alcançar, ergueu a mão esquerda para me golpear com a espada. Uma brecha. Esperei o momento certo e me esquivei por baixo do braço da criatura. Aproveitei a chance para golpeá-lo pelo flanco, mas minha espada não atravessou a armadura do monstro.

Horrok se virou em fúria e investiu contra mim uma terceira vez. Tão rápido que eu não pude fazer nada, a não ser colocar a espada na defensiva. Dessa vez o impacto do golpe foi tão forte que não só me impeliu para perto das chamas novamente, como também fez com que minha espada voasse da minha mão, indo parar dentro das chamas, alguns metros longe de mim.

- Nick! – gritou Elliot vindo na minha direção.

No mesmo instante o segundo orc se jogou de cima da árvore mais próxima a Elliot. A criatura colocou um de seus enormes braços na frente do garoto prensando-o contra seu corpo. Com a mão armada, ele ameaçou o garoto usando uma espada tão velha e torta quanto a de seu companheiro.

Eu e Elliot estávamos encurralados e Arghen não reagia. Nós precisávamos de sorte mais uma vez, mas ela não viria nos socorrer de novo.

- Que tal uma música rapazes? – falei erguendo as mãos, rendido.



Contos 8760826895053306412
Página inicial item

Entre pra Guilda

Mais lidos da semana

Receba nossos corvos