Decisivo e crítico #23 O renascimento do RPG é por causa dos indie

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Não é que tem gente voltando a falar do nosso querido Role Playing Game (RPG). Essas semanas atrás, um belo de um artigo maneiro, surgiu no site da Revista da Cultura e citava o editor da Devir “Douglas Quinta Reis”, falando sobre como o nosso mercado está excelente em comparação ao estrangeiro e etc.

Claro que podemos colocar aí alguns fatores, como o caso da Devir trabalhar com livros importados. Será que essa bonança toda que ele citou tem a ver com os títulos que vem de lá? (algo a se pensar)

Realmente temos por aí algumas editoras Indie (independentes), que estão produzindo um material muito bacana como o “Old Dragon” e o rpg do nosso amigo John Bogea, Terra Devastada. Já se falou certa vez que a tiragem não pode ser um fator determinante para medir o sucesso de uma obra, então dentro do tamanho que é esse mercado rpgista estas obras citadas acima estão entre as de maior destaque.

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O que estou dizendo é que o cenário mudou efetivamente, aqui no Brasil tenho a impressão de que se consome mais títulos nacionais, hoje em dia e esses títulos são produzidos (em sua maioria) pelos autores de editoras pequenas. Agora, se considerarmos que são essas publicações brazucas que sustentam o jogo atualmente e fazendo do nosso mercado um dos melhores do mundo (segundo o Douglas), então porque as grandes editoras ainda não embarcaram nessa onda? Isso não pertubam vocês também?

Para mim isso representa um pouco de medo, das empresas ligadas ao hobby. Apesar de todo mundo conhecer a teoria da cauda longa no meio empresarial, ainda há receio de investir em determinados nichos.

Digo isso, pois é notório acontecer coisas do tipo em diversas áreas… os pequenos chamam a atenção e começam a serem vendidos pelos grandes, mas o que se vê, na verdade, são editoras como a Jambô lançando novos livros dos autores antigos e a Devir trazendo aqueles rpgs caros dos americanos. Algo um tanto fechado ainda.

Tá, mas pouco importa as indie ainda vão produzir, não é?

Éh! Claro e, que bom que isso vai acontecer, porque se existe realmente um renascimento do nosso jogo preferido, não é o cenário de Tormenta ou “Heroes of neverwinter” que está motivando tudo isso e sim nomes como ERA RPG e Violentina. Agora, como o rpg é interpretativo nos digam ai, como enxergam esse novo momento do jogo no Brasil.

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About Ale Santos

Storyteller, escritor de SCIFI,  Dark Fantasy e Designer de Narrativas para Board Games.  Um dos autores da Storytellers Brand'nFiction.  Editor do premiado blog RPG Vale, conhecido como @O_RPGista 
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