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Canções da Meia-Noite #33 - Chama Extinta - Parte 2

Hey pessoal Canções agora de cara totalmente nova ,nada melhor do que isso para comemorar seu primeiro ano de existência \o ,agradeço a...



Hey pessoal Canções agora de cara totalmente nova ,nada melhor do que isso para comemorar seu primeiro ano de existência \o ,agradeço a todos que ajudaram a alcançar essa marca e vamos em frente.Hoje continuamos a saga do poderoso mago Pyros que na ultima parte havia dado de cara com nada mais que o Anticristo!O que será que o deus-dragão irá fazer agora?Confiram a seguir.


































“Todos os servos de Adsulefcorrem para todos os lados,desesperados, buscando agradar seu grande senhor Afrit antes dachegada do convidado especial.Nunca antes um habitante de Helakell teve o privilégio de encontrar um deus em alma e corpo,e apenas Adsulef obteve tal graça.Talvez assim todos os cidadãos deHelakell, e talvez até todos os habitantes de Horr, obteriamproteção contra o calor escaldante que assola a capital e a sede daOrdem Mármore. Nem mesmo Al-Dyniha, Venerável Mestre da Ordem do Mármore, jamais teve aoportunidade de conversar empessoa com um dos grandes deuses do mundo inferior.


Na exata hora marcada, todo osalão central do Palácio de Bronze,morada de Adsulef e sede política de Helakell, estava decorado. Todos os servos perfeitamente posicionados, cada luz, cada detalhe, cada escravo, todos compondo com harmonia o local da chegada do grande deus.


Sentado em seu trono da madeira silicificada horrayti com gemas multicoloridas, Adsulef observa ansioso o pentagrama ao centro do salão. De repente, o pó avermelhado que compunha o círculo místico inflama-se, criando um círculo de chamas de onde surge o Senhor Absoluto do Fogo em sua forma homem-dragão. Sob osolhares deslumbrados dos seres presentes, Pyros caminha decidido,porém lentamente, em direção a Adsulef, que mantém a cabeça baixa. Adsulef, um Afrit muito antigo e um dos membros mais famosos da Ordem Mármore, sabe que seu poder nada representa ao deus-dragão e tenta demonstrar a mais pura humildade na visita do célebre deus das guerras de Horr.

- Esperava por menos gemas preciosas e mais ossadas de inimigos mortos. – zomba Pyros a Adsulef, o Anunciador de Chifresde Latão.

- Meu grande senhor Pyros,mestre das chamas da vitória, temosgrande prazer e agradecemos a graça de sua visita. Mal pude acreditar quando seu sumo-sacerdote nos avisou de sua oportuna visita... – Adsulef adula Pyros, mas é interrompido pelo deus-dragão com um simples movimento de sua mão.

- Chega de palavras. Conheço aameaça tenebrita que logo estaráaqui. O exército de Berbalahas chegará em poucos dias e os“vastos” poderes do Mármore de nada valerão. Apenas meu leal exército Warlock pode impedi-los,mas tal favor demandará obrigações dos habitantes de Helakell.

- Tudo o que desejar será realizado, grande deus das Chamasda Fúria. Assim diz o Anunciadorde Chifres de Latão! Meu, senhor,preparamos um banquete em sua homenagem, seguindo à risca todasas recomendações dadas por Balorem sua passagem por aqui. Seu sumo-sacerdote nos passou todas as minúcias e instruções, e estamos ansiosos para que banqueteie-se e descanse para a reunião de guerra de amanhã.

Pyros aceita o convite com um simples olhar, rumando ao lado deAdsulef para o salão do banquete,onde uma mesa com metros de distância e forma de gota está pronta com pratos preparados coma carne de monstros intragáveis e líquidos venenosos a qualquer arkanita. Na ponta da gota está acadeira onde Pyros se senta ealimenta-se como se tais pratos fossem alimento normal em seu plano natal.

- Senhor Absoluto do Fogo,temos atrações para entretê-loenquanto se alimenta. – Adsulefbate palmas duas vezes, chamandopelos filhos Djinns, dois jovens desexos diferentes.

- Conheça o admirável Yahzid,Bufão da Labareda: o mestre dos efeitos ilusórios e do malabarismo com adagas de rubi da chama eterna! E esta é sua irmã, Urri, a Dançarina Lasciva! Assim como eu,meus filhos compõem o panteão de Horr, obviamente subordinados aos grandes mestres do mundo inferior,como o senhor!Enquanto se alimenta, Pyros observa as habilidades de Yahzid e Urri. O homem, um jovem belo e esbelto, manipulador de chamas e criador da arte do combate com adagas de rubi, principal artemarcial horrayti; seu maior defeito é submeter-se a vontades superiores,aceitando ser chamado de “bufão”como se este nome não lhe fosse pejorativo. Já a híbrida, consideradaa deusa do amor e da beleza entreos horraytis, prende a visão do deus-dragão a cada movimento seu;certamente a arkanita mais atraente que Pyros já encontrou desde oprimeiro contato com Ark-a-nun.

Ao final de sua alimentação, os escravos de Adsulef interrompem a música que tocavam em seus instrumentos de latão e pérolas. As escravas da cozinha recolhem aspanelas e pratos, enquanto Adsuleflevanta-se da mesa e conduz Pyros a seus aposentos temporários.

- Adsulef, desejo Urri emminha cama imediatamente. – Pyrosfala com naturalidade ao Afrit.

- Sim, meu mestre. – Adsulefretira-se em direção ao quarto desua filha, com certa preocupação, e também satisfeito. Sua filha pode corromper-se com o poder das energias inferiores que existem na essência do dragão-demônio, mas também pode fortalecer o clã Afritde Adsulef, dando-lhe poder político inimaginável sobre Horr eos outros territórios de Ark-a-nun.

Poucos minutos depois, Urriabre a porta do quarto de Pyros e oencontra deitado sobre a cama de almofadas vermelhas e marrons,esperando por sua presença.Sensualmente, a Djinn aproxima-seda cama enquanto deixa peça porpeça de roupa pelo caminho. Ocorpo quimérico da deusa horrayti pulsa uma energia intensa, que inebria os sentidos do SenhorAbsoluto do Fogo. Cada olhar delaamansa os impulsos bélicos dodeus-dragão, enquanto seu toque abranda as chamas de suas escamas.O fôlego sincronizado expele pequenas jorradas de energiamística, e o mestre supremo das Chamas que Calcinam a Carnefinalmente alivia sua alma demilênios de batalhas sem fim, e Pyros descansa.

Na manhã do dia seguinte, o deus-dragão percebe o olhar atento e penetrante de Urri, mas a ignora eveste-se preparando-se para a reunião de guerra. Percebendo a rejeição, Urri levanta-se e prostra-se em frente à porta de saída.

- Senhor Absoluto do Fogo,uma única noite em sua companhia foi mais intensa que séculos com Gênios e Daemons. Senti sua alma me desejando, e cedi o mais profundo de minha essência a você.Não admito ser tratada como uma concubina de um senhor feudal qualquer! Exijo seu reconhecimentoa mim, a Dançarina Lasciva! Sou a deusa suprema do amor e da belezanas terras áridas de Horr, e criatura alguma me dará as costas após sentir minha paixão!

- Criança, o Anunciador deChifres de Latão não a criou bem.Não respeita nem mesmo a encarnação da destruição de tudo o que há, que dirá o dia em que encontrares arrogantemente sua grande mãe! Saia de minha frente agora ou esquecerei de que foi aúnica criatura que retirou por breves instantes a dor e a fúria que formam minha existência!

- Nunca! Não tenho mãe, pois a arkanita que me deu à luz morreu no meu parto e de meu irmão! Estáerrado, e exijo ser vista como umadeusa horrayti, mesmo por um deus supremo dos planos inferiores como o poderoso Pyros!

- Esta energia de sua essência, alascívia desenfreada, não percebes?Você não nasceu com a força da paixão irrefreável, ela foi projetada em sua alma. Não sentiu a voz daguerra de meu âmago? Também tenho uma sombra externa, como você. Porém, eu aceitei a influênciade Kriene’Lavi, e sua força me dá vitórias além de meus mais ousados planos do passado. Você renega Shaemallast, Aquela que Suspira na Escuridão, e portanto não mereces tal poder.

As mãos de Pyros tocam os ombros de Urri, retorcendo dolorosamente o corpo da Djinn,enquanto a semente plantada na alma de Urri por Shaemallast é retirada. A natureza quimérica da antiga deusa do amor e da beleza deHorr se desfaz em dezenas de feixes coloridos, enquanto a semente de Shaemallast se desintegra no ar. Osgritos da Djinn são intensos e horrendos, atraindo todos os moradores do Palácio de Bronze.
Em poucos instantes, Yahzidarromba a porta, furioso. Apenas os feixes de Urri são vistos, com o Senhor
Absoluto do Fogo terminando de se aprontar,aparentemente pouco se importando com o destino que causara a Urri. Yahzid o olha com o mais profundo ódio pela morte da irmã, mas desvia a atenção para a absorção dos feixes mágicos que ainda podem possuir resquícios da personalidade de Urri, que agora farão parte da essência de Yahzid.

- Agora que limpou meuquarto deste lixo, chame seu pai eseus generais. A reunião será imediatamente. – Pyros ordena aYahzid com total desprezo pelo Djinn.”

O Senhor Absoluto do Fogo aguarda o movimento da guarda-costas do Anticristo. A guerreira com cabeça de leão fita o deus-dragão com uma ousadia que apenas uma criatura consciente de seu próprio poder poderia. Já o homem age como se entre amigos humanos,sem se sentir impressionado com a épica batalha que acabara de presenciar contra oDjinn.

- Permita-me fazer as apresentações. – diz o Anticristo. –Sou Emil Berthold, Secretário-Geraldas Nações Unidas, e esta é minha guardiã pessoal, Sekhmet, a deusa egípcia da guerra e da carnificina. É impossível não saber que você éPyros, o dragão infernita que comanda as Chamas que Calcinam a Carne, antigo conquistador de Infernun.

- Suponho que deseja algo demim por conhecer meu passado. –Pyros se mantém em posição decombate, pronto para rechaçaralgum ataque de Sekhmet. – Poisnão será possível usar meusconhecimentos e meu apoio em seusdesejos nefastos para com estemundo. A única coisa que meimporta é aniquilar Histell e...

- ... e descobrir os segredos da Queima Infinita, não? – Emil pergunta, gerando uma maior aceitação de Pyros em conversarcom uma criatura que seja capaz de conhecer o mito da Queima Infinita.– Pois podemos realizar uma aliança: você destrói quantos MagosVermelhos quiser, e eu não o atrapalho em nada. Em troca, tudo oque peço é que não interfira em meus planos. Troca justa, não acha?Caso aceite, podemos criar novos tratos de cooperação, e você me informa mais sobre o Messias de Infernun...

- Nosso trato inicial está de bom tamanho. – Pyros interrompe. –Seu nível de poder é mínimo, posso ver. Alma puramente humana,energia mística de um Mago terrestre mediano, aparentemente nenhum pacto demoníaco. Nãocompreendo como as forças do Destino tenham te tornado um Messias, e pouco me importa.Deixe-me em paz e não reduzireieste frágil corpo em um monte decarne liquefeita borbulhante, assim como com sua guardiã ludibriada.

- Como queira, infernita. Seique está rumando para Oromos,mas sugiro que tome cuidado.

- Cuidado é algo de que oSenhor Absoluto do Fogo nãoprecisa. Não me considere mais umdestes seres aberrantes que pensamdominar algo nesta Orbe. É comigoque as criaturas de Satânia devem tomar cuidado! – Pyros desaparece em uma intensa chama de alguns metros de altura.

Em sua forma homem-dragão,o dragão-demônio surge nos céus sobre Oromos, na Etiópia. Sua fina percepção de todas as emissões de calor do plano terrestre o auxiliaramna identificação do esconderijo,aparentemente sob um território emuma cruenta guerra civil. Energiasdecadentes arkanitas emanam daregião em uma intensidade rara naTerra. Pyros facilmente identifica de onde tais energias emanam, e para lá ruma voando.

Enquanto aproxima-se da superfície, o deus-dragão percebe o santigos habitantes, caminhando como zumbis, sem vontade própria ou energia vital. O ar que respiram é pesado e tóxico, embora para Pyros seja sentido como ainda mais puro que o ar de seu plano de origem. Há chagas espalhadas pelos corpos dos etíopes, e nenhuma energia mágica é sentida – provavelmente todoMago que havia fora zumbificado ou fugira antes que fosse tarde demais.

À frente, uma grande aglomeração de Daemons. Estesdemônios são em maioria como nas menções normais sobre o Diabo,com chifes de carneiro, corpo robusto, cauda de lagarto, pele avermelhada, barba longa e asas.Muitos ainda possuem formas animalescas, como pinças e caudade escorpiãos, enquanto outros sãouma espécie de centauros meta de lagarto, metade homem. Alguns raros ainda apresentam corpo táurico com metade de águia ou deleão. Os zumbis desviam seu caminho para não trombarem nos demônios, e obedecem cegamente qualquer ordem que um deles dá.

Dentro das ruínas de umaantiga igreja copta, Pyros sente apresença do grande líder e causador do cataclisma etíope. Sob os olhares assustados e desacreditados dosDaemons, eliminando com a força do pensamento os corpos ambulantes que se chocam com seu corpo, o Senhor Absoluto do Fogo adentra o antigo templo. As energias da pestilência tornam-semais concentradas, capazes de anular a força vital de um serhumano assim que ele entra.Concentrado, o líder dos Daemonslevita acima do altar e continua emanando sua energia decadente,tentando expandir cada vez maissua zona de podridão.

- Exijo saber imediatamente alocalização de Histell. Diga-me agora se não quiser ver seus planos minados com um simples urro.

- Como...? O onipotente Senhor Absoluto do Fogo? – o Daemonlíder se surpreende com a presençado deus-dragão. Seus olhos se arregalam de pavor quando percebeque a ausência da resposta à exigência de Pyros não foi dada. –Histell não está mais aqui, espere! OMestre Invisível dos MagosVermelhos surgiu há poucas horas apenas para recolher algo de seu santuário secreto!

- Pazuzu, você sabe que, seestiver mentindo, a morte será amaior das bênçãos que receberá demim por séculos! O que estes dalethianos fazem aqui sob sua liderança?

- A Roda dos Mundos estáprestes a se mover, e Ark-a-nun nãooferecerá mais nenhuma chance de sobrevivência.Como antigo conselheiro dos patesi de Daleth , tenho o controle sobre estes Daemons que restaram. Grandedeus das Chamas que Calcinam aCarne, permita-me dominar esteterritório para reerguer uma novaBalkhor na Terra! Ela será repleta de templos em honra ao célebre e supremo Pyros, com ritos eoferendas...

- Chega de adulações, demônioda peste! Vim aqui unicamente para enfrentar meu nêmesis, não para confabular sobre sinais apocalípticos! – Pyros deixa o salãocentral do tempo e penetra nas catacumbas centenárias.

Histell parece estar brincandocom Pyros, obscurecendo sua localização. Dentro das catacumbas,Pyros corre sem nada mais que o pensamento concentrado na essência de Histell. Por mais poderosa que seja sua capacidadede ocultamento, a ligação primáriaentre Histell e Pyros não engana oSenhor Absoluto do Fogo: Histellestá no fim deste caminho,esperando por ele, como aconteceuem Ark-a-nun pouco tempo antes da viagem à Terra.

Cada vez mais adentrando nas profundezas, o deus-dragão começa a detectar outra presença, também muito familiar. Torna-se clara aestratégia de Histell, mas nem mesmo tal ardil o faria desistir de sua única meta em todos os séculos.Seu nêmesis seria destruído porPyros, mais cedo ou mais tarde. Asduas presenças cada vez mais próximas, e grande fluxo de energia arcana. Talvez armadilhas mágicas,rituais de proteção ou gatilhos de teleporte, tudo preparado para este momento. Histell sabe que não haverá escapatória, e apenas sua Queima Infinita poderá ajudá-lo avencer Pyros, e por isso mesmoPyros deve agir como sempre foi visto em todos os planos da existência: o portador da violência e destruição. Deverá ser rápido,intenso e preciso.Ao final do túnel de centenas de metros, finalmente surge aantecâmara onde Pyros vê a segunda presença que detectara junto a Pyros: seu sumo-sacerdote Balor, o líder político da Ordem de Pyros.

Seu corpo levitava,apresentando um tronco abertoviolentamente que jorrava sangue epedaços de órgãos, que por sua vezes corriam ao chão. À sua volta, umpequeno grupo de demônios dalethianos alimentava-se dasvísceras pulsantes abaixo de Balor.

- Meu mestre... – Balorbalbucia. – Histell está pronto para partir!Minha carcaça está condenada a permanecer aqui parasempre alimentando os dalethianos enquanto minha essência se corrompe com a peste mística que Pazuzu trouxe para este plano! A Terra está condenada a um destinomuito pior que Infernun ou Ark-a-nun!

Da câmara principal, enfim Pyros vê seu inimigo se aproximar.Histell decidiu combater o SenhorAbsoluto do Fogo, e a energia daschamas é emanada intensamente deseu corpo. Com a lança Fogo Inclemente em mãos, Histell não pronuncia uma única palavra, poisnada é necessário dizer quando se encontra aquele que é sua sombra,sua imagem inversa na existência.Pyros assume a forma dracônica e manifesta sua Frgrur em forma demoníaca. Em segundos, o nível de calor da antecâmara sobre acentenas de graus Celsius,espantando os horrorizados dalethianos.

Ao mesmo tempo, o portadorda Queima Infinita e o SenhorAbsoluto do Fogo investem contra o outro, em um choque de energia que abala toda a galeria subterrâneae espalha uma onda de calor porquilômetros através do ar e darocha. A fisionomia furiosa dePyros, em meio a urros e olhares coléricos, é contrastada pela determinação guerreira de Histell,que mantém-se calado e concentrado.

A lâmina de um projeta uma cauda de chamas, e um corpo seesquiva com precisão cirúrgica.Garras e chifres se encontram entreas labaredas de fogo infernal, o gritode guerra de um e o bater de asasflamejantes de outro. Toda a galeriade túneis subterrâneos entra em colapso, desabando sobre os poderosos infernitas e sobre osumo-sacerdote, para em segundos surgir uma imensa esfera de fogo envolvendo os três e os levando às alturas, desintegrando a rocha comenergia nuclear.

“A brigada de Fomorians,liderada pela própria Domnu,realiza sua temida corrida furiosa em direção aos paladinos de Elsajiq-Rupiaz, enquanto os Valaraukarestantes recuam sob a liderança de Gothmog, muito ferido. A mãe dosFomorians ergue sua maça de rocha esverdeada dos pântanos de Connacht, ordenando aos Fomorians a aniquilação do inimigo.

Como uma violenta enxurrada,a onda Fomorian choca-se com os paladinos em posição de defesa. Talimpacto foi suficiente para gerar a fissura que engoliu grande parte deambos os combatentes, diretamente para as profundezas de magma demoníaco de Infernun. Gratt eHistell, ao longe, observamsatisfeitos o imenso poder dospaladinos sob seu comando, sem perceberem que tudo acontece como Pyros planejara.

Da fissura, surgem os temidos Gigantes do Fogo de Muspellsheim,contratados em uma aliança entrePyros e o poderosíssimo Surtur.Magma e tentáculos de fogo intensosão expelidos com violência da fissura, enquanto os paladinos são massacrados e os Fomorians são resgatados pelos filhos de Surtur.Pouco falta para Pyros vencer aguerra e finalmente conquistar para si o cobiçado território de Elsajiq-Rupiaz.

Ordenando carga máxima,Pyros levanta vôo em direção a Gratt e Histell, fazendo com que todas as suas brigadas também partam para a vitória completacontra os poucos paladinos que ainda restaram. O poder do Kag’rinay Yakdo seria seu, e a Queima Infinita finalmente lhe revelaria os segredos do Fogo que existe em todos os mundos.

Em seu vôo meteórico, Pyros aproxima-se a poucas dezenas de metros dos irmãos diarcas de Elsajiq-Rupiaz, e apenas a curta distância foi possível ver a terceira presença junto a Gratt e Histell, eentão Pyros percebe a ameaça que encontrara: o Messias do Kag’rinay Yakdo, não um simples portador da Queima Infinita, mas sim a encarnação deste poder. Sua existência sempre foi tida apenas como lenda, mas o Senhor Absolutodo Fogo teve a oportunidade de ver com seus próprios olhos.

Com Frgrur empunhada e uma colossal coluna de fogo expelida de sua boca, Pyros investe contra o Messias que se aliara aos diarcas.”

O Fogo Inclemente encontra Frgrur, com força indescritível acada encontro. Os dois senhores da guerra sopram cones de fogo ouventanias de ventos incendiárioscom as asas, sem efeito nos dois Arquimagos do
Fogo.
As habilidades de ambos com suas armas é formidável, sem um único milímetro de erro no ataque de um,e sem um mínimo equívoco na defesa do outro. Tal titanomaquia duraria meses para terminar, sem a balança pender para lado algum durante este tempo. O corpo a bertode Balor, sobre a superfície remexida de Oromos, se vê entre centenas de dalethianos estarrecidos com a batalha de deuses que presenciam nos céus.
A batalha se torna cada vez mais intensa e violenta, até omomento em que ambos chegam a seu limite de poder, ainda sem desequilíbro algum para um deles.Línguas de fogo e esferas de calor são expelidas para todos os lados,atingindo Oromos e seus habitantes,sejam eles humanos com a peste de Pazuzu, sejam os dalethianos seguidores do demônio da peste.Pyros sabe que não há mais nenhum efeito que possam criar para vencero outro, iniciando agora uma competição não mais por poder,mas sim por resistência: o primeiroa ficar sem energia mística para ativar os poderes será o vencido.

O Senhor Absoluto do Fogo sabe que seu fogo nada vale contra o fogo de Histell, e então percebe que novas alternativas são necessárias.A batalha psíquica e o uso de subterfúgios ilusórios se inicia entre os dois senhores da guerra. A longa cauda espinhuda de Pyros atinge dezenas de cópias ilusórias de Histell enquanto o portador da Chama Infinita passa a utilizar a energia da luz para tentar vencer a barreira de pequenas rochas basálticas que rodeiam o deus-dragão em alta velocidade.

Os céus etíopes se enchem de fumaça e cinzas, afastadas rapidamente do ponto do combate,permitindo que o Sol possa ser visto apenas pelo anel de abertura nas nuvens de fumaça negra que rodeia os dois inimigos. Balor ainda não pode se mover, e sente as energias decadentes de Pazuzu infectando seu corpo aos poucos. A cada minuto, um dalethiano é atingido por um feixe de chamas, tendo seu corpo incinerado. Pazuzu ainda se mantém protegido na catedral, com diversos dalethianos buscando a mesma proteção.

Os olhos determinados de Histell começam a brilhar mais intensamente, revelando uma energia oculta que Pyros não esperava: a Queima Infinita foi invocada. O deus-dragão sente o calor se intensificando rapidamente e atingindo temperaturas altíssimas,temperaturas que mesmo o Senhor Absoluto do Fogo não conseguealcançar com seu poder. A própriacarne de Histell começa a dar lugara um corpo feito de energia pura,que cresce aos poucos e revelando assim um gigante guerreiro demoníaco de energia nuclear.Pyros utiliza todo o seu poder paraacertar o corpo energético deHistell, sem surtir efeito algum.

Histell aponta as mãos nadireção do dragão-demônio e emite uma rajada de energia plasmática.Frgrur é posicionada para apartar o ataque, mas a força da rajada projeta Pyros para muito longe. O deus-dragão percebe uma verdade que nunca aceitou: seu poder não pode vencer a Queima Infinita. Sua postura de combate é desfeita e ele observa Histell voltar à sua forma física, sob grandes dores e fraqueza pelo uso da energia mística deKag’rinay Yakdo. Histell teleporta-se para longe dali, deixando a batalha para outra ocasião. Pyros desce à superfície para falar com seu sumo-sacerdote.

- Grande mestre das Chamasque Calcinam a Carne - Balor busca forças para falar. - , a Queima Infinita ainda representa um limiar que apenas Histell pode vencer. Seme permite comentar, aceitando a energia tenebrita de Kriene’Lavi osenhor terá uma grandiosavantagem, capaz de até mesmosuperar a Queima Infinita de Histell.

- Histell não é o único com aQueima Infinita. Ainda há o Messiasde Kag’rinay Yakdo. - responde Pyros, furioso.Sem aviso, as entranhas de Balor começam a se incendiar,gerando grande dor e pânico noarkanita. Das chamas intensas sobreo corpo de Balor surge uma forma familiar a Pyros, a forma de Kriene’Lavi.
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