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Canções da Meia-Noite #32 - Chama Extinta - Parte 1

Saudações caros amigos ,esse bardo está chegando com mais uma edição da Canções da Meia-Noite ,que hoje ela será mais do que especial...




Saudações caros amigos ,esse bardo está chegando com mais uma edição da Canções da Meia-Noite ,que hoje ela será mais do que especial.Como muitos puderam conferir Trevas está voltando a ativa no mundo do RPG e o que marcara isso será o lançamento do livro Campanhas Épicas e nele possui uma histórias que conta a morte do poderoso Mago Pyros.O autor Henrique Santos liberou para o RPG Vale com exclusividade um conto que revela quem foram as mentes por trás do plano para matar o Senhor do Fogo e ainda  traz várias informações sobre alguns personagens como Emil Berthold, Tsorubél e Balore,então se preparem para a aventura mais épica de suas vidas!

Chama Extinta




As densas nuvens escuras dos céus de Ark-a-nun passam uma a uma pelo Senhor Absoluto do Fogo, em altíssima velocidade. O poderoso deus-patrono dos destrutivos Warlocks voa tão rápido com suas asas dracônicas flamejantes que grandes estrondos são ouvidos pelos decadentes sobreviventes do plano que caminham sobre a superfície. Pyros sabe que não pode desviar-se de seu caminho, sua missão, seu único pensamento. Após tantos séculos de reclusão, o demônio-dragão finalmente juntou pistas para a localização da base de comando dos Magos Vermelhos, e nada seria capaz de tirá-lo de seu trajeto meteórico em direção à fortaleza de Histell, seu nêmesis há dezenas de milênios. Sua velocidade começa a aumentar com sua concentração no alvo, uma torre feita de rocha vulcânica de centenas de quilômetros de altura, envolta por elementais do fogo das mais diversas formas. A tal torre está ainda a centenas de milhares de quilômetros de distância, mas a poderosa visão de calor de Pyros é capaz de identificar todo ser que contenha calor dentro de si. As nuvens negras são arrastadas pela tamanha força que o vôo do deus- dragão, gerando um túnel de fumaça negra à volta da trajetória já empreendida pelo senhor da Ordem de Pyros. Outras criaturas dracônicas que voam pelos céus de névoas esverdeadas buscam se afastar o máximo possível, e não serem atingidas pelo infernita flamejante. A simples aproximação a Pyros, que mais parece um cometa, carbonizaria praticamente qualquer ser de Ark-a-nun. Finalmente o conflito de tantos séculos terminaria no momento em que Pyros pusesse suas garras negras incandescentes nas vísceras de Histell, eliminando o único deus- dragão que já rivalizou seu poder. Desde tempos imemoriais, batalhas tribais eram lideradas por Pyros e Histell, sempre em lados opostos. Origens comuns, objetivos opostos. Pyros sempre teve suas ambições de dominação territorial, enquanto Histell buscava o desenvolvimento de seu espírito, já prevendo os futuros desgastes que a Magia causaria a seu plano natal. Para Pyros, tais delírios espiritualistas nada mais eram que uma pré- disposição à submissão, uma vez que para o mestre dos Warlocks só há dois seres: os dominadores e os dominados. Histell nasceu para ser um dominado, e Pyros se certificará que isso aconteça assim que ele encontrar a fortaleza de rocha vulcânica. Histell sempre manteve certa vantagem sobre Pyros, que era o poder extremo das chamas, chamado de Kag’rinay Yakdo, a “Queima Infinita”. Tal capacidade dava a Histell um nível altíssimo de habilidade no lido com o fogo e o calor. Enquanto Pyros podia criar tsunamis de chamas intensas, Histell podia criar um verdadeiro dilúvio de lava e labaredas. O crânio de seu nêmesis tinha o segredo, e tal crânio pertenceria ao Senhor Absoluto do Fogo em questão de momentos. Finalmente, a presença de Pyros em Ark-a-nun fora percebida pelos Magos Vermelhos. De todas as direções, aproximavam-se gárgulas de rocha basáltica e interior de puro magma, soldados semi-racionais criados unicamente para destruírem uma ameaça aos Magos Vermelhos arkanitas, com uma habilidade peculiar: ao agarrarem a ameaça, explodem com uma intensidade capaz de desintegrar materiais comuns, liquefazer a carne e quebrar as moléculas de qualquer objeto ou ser vivo. Tal espécie de ameaça nada representa a Pyros, que com um simples olhar explodia os gárgulas basálticos a dezenas de metros de distância, ou exauria o magma em seus interiores, absorvendo a energia vital de tais soldados para si. Em poucos segundos, a quantidade de explosões nos céus arkanitas iluminavam grande parte da abóbada celeste, iluminando o plano com a luz de um crepúsculo, porém este com ribombantes explosões por todo o caminho percorrido pelo deus-dragão dos Warlocks. Finalmente, o flamejante castelo de rocha vulcânica de Histell é avistado por Pyros. Sua velocidade quebrava facilmente a barreira do som, anunciando aos arkanitas a destruição que reverberará por todo o plano, como um verdadeiro grito da morte encarnada. Nem mesmo os outros Magos com formas dracônicas que buscavam barrar o caminho de Pyros eram suficientes, e eram imediatamente desintegrados, ou repelidos a quilômetros de distância. “Nallo zeyqo noey, Hauv Kabeav Pyros. Seyumv nexdu wuyail...”, estas palavras surgiam em sua mente, sem seu controle. O poderoso ritual de convocação da presença do próprio Pyros, ritual este conhecido apenas pelos trinta e dois mais poderosos Magos da Ordem de Pyros, instruídos a usarem tal ritual apenas e tão só em momentos cruciais à sobrevivência. De pouco valor este ritual de conclamação tinha ao Senhor Absoluto do Fogo, já que ele estava para acabar de uma vez por todas com o milenar conflito entre os Magos Vermelhos e a Ordem de Pyros. As auras arcanas de Pyros e Histell, apesar da distância de alguns quilômetros, já se tocavam, e ambos sabiam da proximidade do combate derradeiro, a decisão pela liderança suprema dos Magos do Fogo na Orbe de Satânia. “Nallo zeyqo noey, Hauv Kabeav Pyros.Seyumv nexdu wuyail, ubjiqakba, Orqa Pyros-pabwo quqbo!”. Os Warlocks supremos não parecem estar usando levianamente tal ritual, senão a primeira interrupção de Pyros já seria suficiente. Eles insistirão, e tais vozes ecoando pela mente do infernita já o atrapalhavam, as vozes de seus mais treinados Warlocks, incluindo o temível Balor, o sumo-sacerdote de Pyros. O dragão-demônio não desiste, e anula mais uma vez a tentativa de conclamação de sua presença. A completa aniquilação de Histell supera toda requisição de seus seguidores. Histell inflama seu corpo físico com a Queima Infinita, que lhe dá imenso poder, porém sob a condição de ferir suas vísceras e sua própria alma. Pyros quase toca o exterior da torre colossal onde Histell espera por seu nêmesis. “Nallo zeyqo noey, Hauv Kabeav Pyros. Seyumv nexdu wuyail, ubjiqakba, Orqa Pyros-pabwo quqbo! Qatus, Hoduk, Makvnak, dugafa-itye’Yees! Pyros, jacyo ewzadoy’kapbu, uphamiq, Hagujk! Xeakud! Pyros, Oltu!” O ritual se completa. Todos os sentidos de Pyros se mesclam entre o basalto da torre de Histell, e uma sala escura composta por alguns de seus Magos supremos. Vozes e cores se confundem nas duas realidades às quais a consciência de Pyros está conectada, chamas e escuridão vibram em frente a seus olhos, enquanto o Senhor Absoluto do Fogo busca se recompor, inutilmente. As chamas da Queima Infinita tomam conta de quilômetros à volta da fortaleza do deus- demônio dos Magos Vermelhos, e Pyros nada pode fazer. Nada pode fazer, a não ser fugir à Terra e acabar com este maldito ritual. - Grande mestre das Chamas que Calcinam a Carne, obrigado por atender à nossa convocação! – diz um dos quatro Magos supremos da Ordem de Pyros. - Qual a razão de minha presença ser necessária? – Pyros, com uma imensa fúria contida, questiona. - As profecias estão se concretizando! O Anticristo está na Terra, e deseja aniquilar todos os seres que não servirem a ele! Foi iniciada a caça aos sobrenaturais, e a Ordem de Pyros é exterminada a cada instante! Poderosos Deep Ones aguardam por nós ao final deste fosso, para se alimentarem de nossas almas em nome de Dagon! - Estas carcaças pútridas de carne que envolvem suas almas não merecem minha proteção. Todo Warlock que não for poderoso o suficiente para suportar as forças militares das armas humanas ou meros servos de tenebritas não merece estar vivo, e nem mesmo um esboço de preocupação. Que suas mortes sejam torturantes e prolongadas, e lhes mostrem que não passam de vermes em meio a conflitos além de sua compreensão. - Dragão divino, os Magos Vermelhos se aliaram ao Anticristo! Histell planeja matar-nos com o auxílio dos exércitos humanos! Histell então pretende enfraquecer a Ordem de Pyros em seu elo mais fraco: os frágeis seres humanos. Sem mais uma palavra, Pyros percorre o túnel de saída do esconderijo de seus Warlocks, em direção aos dois enormes Deep Ones que sentiam sua presença. A intensidade com que Pyros se choca com seus inimigos é comparável com o choque de um rinoceronte a um frágil gnu. Totalmente surpresos e desnorteados com o ataque do deus-dragão, os dois Deep Ones buscam se recuperar dos grandes danos de chamas infernais em seus fracos corpos anfíbios. Sem perder tempo, Pyros materializa sua poderosa espada Frgrur em uma configuração diferente, para ser manejada por sua forma dracônica. É raro o Senhor Absoluto do Fogo utilizar sua espada sem assumir a forma humana, mas tal combate deveria ser rápido, e preciso. O movimento de sua arma no próprio ar é capaz de explodir os átomos da atmosfera, liberando toda a energia nuclear de dezenas de metros. O movimento em arco, acompanhado da destruição nuclear conseqüente, irradia uma energia impossível de ser resistida pelos Deep Ones, reduzindo seus corpos e almas a simples partículas dispersas pela atmosfera que busca rapidamente preencher o vácuo da explosão nuclear. Tão rápido quanto saiu, Pyros penetra novamente no túnel, indo de encontro a seus quatro Warlocks supremos. As ameaças foram reduzidas ao mais puro nada. Vocês estão livres. Muito obrigado, ó genitor das Chamas que Calcinam a Carne! Reagruparemos a Ordem de Pyros e rechaçaremos toda ameaça que ouse pensar que pode eliminar os sábios supremos da arte da destruição e do fogo!- Não, Ignem Praetors. Vocês estão livres destas carcaças. – o fim da frase não é ouvido pelos Warlocks, reduzidos a cinzas pelo chão do túnel com uma pequena manifestação do infinito fogo infernal que exala de cada poro de Pyros. O Apocalipse se aproxima... Isso de pouco vale para o poderoso deus-dragão das Chamas que Calcinam a Carne, que já sobreviveu a diversos eventos apocalípticos. A diferença é que ele ainda não conheceu este Messias Negro, como ocorreu em Infernun milênios atrás. “Não importa”, é a única constatação de Pyros. Sua mente e sua alma estão no momento tão engajados no extermínio de seu nêmesis Histell que um novo giro na Roda dos Mundos não lhe afetará do modo como afetará bilhões de criaturas em toda a Orbe. Mantendo-se em silêncio meditativo, Pyros enxerga através da chama de uma vela em um local muito distante dali, em meio ao deserto do Saara. Tolos Magos Vermelho, emitem calor como ninguém neste plano, e o poder imenso do dragão-demônio é capaz de sentir todos os seres que emitem calor, como o Djinn que segura a vela que porta sua visão além do alcance comum. Este Djinn, Pyros sabe, é um dos supremos Magos Vermelhos seguidores de Histell, e portanto sabe o paradeiro de sua adorada divindade. Sem hesitar, Pyros projeta todo o seu ser para dentro da chama da vela do Djinn “Em sua forma de homem- dragão, Pyros brande sua espada Frgrur enquanto emite um grito de guerra aterrorizante, enquanto seu exército de grandes guerreiros e magos de todas as nações e povos que conquistou esperam ansiosamente pela ordem de ataque do dragão-demônio. Seus inimigos, grandes guerreiros-filósofos das minas flamejantes de Elsajiq-Rupiaz, são os irmãos Gratt e Histell, que resistem aos impulsos entrópicos de todos que são tocados pela tentação da Magia. O exército dos irmãos das minas flamejantes agem como paladinos das chamas de seu reinado, sob um rigor e austeridade inacreditáveis para um povo que vive tão próprio dos bélicos Eldjotnar do reino de Muspellsheim. Pyros deseja as minas flamejantes, um local que, segundo as lendas, guarda o segredo do Kag’rinay Yakdo. Observando a postura decidida dos paladinos de Elsajiq-Rupiaz, o Senhor Absoluto do Fogo aponta para a brigada composta pelos Valarauka do recentemente conquistado reino de Utummo. Os Valarauka, liderados pela Encarnação das Trevas dos Pesadelos, de nome Gothmog, eram demônios feitos puramente de sombras e chamas, com imensas asas dracônicas, chifres compridos e armas feitas do mais puro fogo; sua existência sempre foi apenas a destruição desenfreada trazida pela onda de fogo negro que emanava de suas almas. Com um simples gesto de Frgrur, Gothmog uiva colérico para as nuvens avermelhadas e levanta vôo em direção ao inimigo, seguido por todos os outros Valarauka. O céu começa a obscurecer e adquirir milhares de pontos luminosos das chamas que compõem os corpos dos Valarauka, deslumbrando os olhos despreparados para tal manifestação de poder militar. Em sincronia, os paladinos das minas flamejantes desembainham duas espadas cada um. Tais espadas emitem um forte brilho esverdeado na região central de suas lâminas sinuosas, como se o próprio metal esteja envolvendo uma energia interna esverdeada. O céu de chamas e sombras desaba em pura fúria sobre os paladinos, levantando uma nuvem de poeira que é expelida com violência para longe da batalha. Os Valarauka são muitos e altamente destrutivos, mas têm como desvantagem a desorganização e a sede insaciável de sangue, tornando-se quase inúteis contra os golpes milimetricamente calculados dos paladinos. Para cada paladino levado ao chão, quatro Valarauka eram reduzidos a matéria morta no campo de batalha. O reflexo das chamas demoníacas emanadas pelos olhos, orifícios e ranhuras no corpo de cada Valarauka são refletidos pelas belas armaduras de zircônio indestrutível dos paladinos. Chamas nucleares chocam-se com línguas sinuosas de metal, berros selvagens buscam vencer o silêncio obediente, explosões de fogo chocam-se com esferas de energia verde. O deus-dragão não tem escolha. Suas garras negras da mão direita apontam para a brigada dos irrefreáveis Fomorians . 

O Djinn flutua sobre o pavimento de rochas antigas, construído muito antes que certas pirâmides que compõem este mesmo deserto. A vela que carrega em suas mãos nunca derrete, sendo este um dos itens mais comuns aos membros dos Magos Vermelhos, que aprendem a feitoria de tal artefato nos primeiros meses de doutrinação. Esta noite, entretanto, a chama do item tremula de forma peculiar, como se avolumasse algo extra dentro de si. Algo que lutava para sair. Como híbrido dos poderosos Efreets de Infernun com os arkanos, o Djinn já nasceu com habilidades mágicas de alta escala, e ele obviamente sabe que o ser que busca se teleportar pela chama de sua vela é muito poderoso, pois continua tentando mesmo depois das poderosas palavras de poder que o Djinn invocara. Então, comprovando sua constatação, o ritual de contenção do Djinn se rompe e tal chama explode, liberando todo o corpo do Senhor Absoluto do Fogo à sua frente. Sua simples presença em meio ao deserto transforma paulatinamente os grãos de areia em superfícies de vidro, e enegrece as rochas das colunas em ruínas que acompanham as laterais do pavimento por onde o Djinn se movia. - Yahzid, Bufão da Labareda, sua teimosia em me evitar me diverte, mas todo ser tem limites para a paciência! – Pyros se pronuncia com razoável leveza, demonstrando certa diplomacia para com o Djinn. - Traidor da vontade do Fogo, ousas aparecer à minha frente e considerar que tens o direito de oferecer-me ou tirar-me algo? – o Djinn Yahzid questiona com veemência. – Não uso mais tal epíteto há eras, e insistes em viver do passado! Sabes que nunca revelaria informações da ordem que traístes, e terei grande prazer em enfrentá-lo aqui e agora! - O que um mestiço das energias da ilusão e quimerismo pode fazer contra um deus infernita? Poderia reduzir sua essência a simples faíscas de uma fogueira de cadáveres, mas contenho-me apenas por uma razão: é chegada a hora de encontrar seu amado mestre invisível, e decidir de uma vez por todas quem será o regente absoluto dos Magos do Fogo!- Tal informação não pode ser dita, pois está oculta em meu próprio ser! Precisarás desmembrar cada feixe de mágica de minha existência para compreender o dado de que precisas! Apenas temo pelo que encontrarás junto a tal dado: veremos se sobrevive aos eternos gritos de dor e desespero de Urri! - Tolo fantoche! – Pyros sorri sadicamente. – Urri não passa de momentos de suspiro meio a milênios de urros e risadas de batalha! Tais palavras não abrandarão os ferimentos que você sofrerá agora, bobo da corte de Horr!Pyros estica o braço direito em direção ao Djinn, que parece se tornar translúcido. Uma monstruosa coluna de chamas infernais explode da mão do deus-dragão e ruma em direção a Yahzid, atravessando-o como se tal coluna de fogo nunca tivesse existido. Quando as chamas se esvaem, Pyros observa o corpo de Yahzid voltar à sua opacidade normal, e então o grande senhor dos Warlocks percebe que a natureza híbrida de seu oponente será um bom desafio para ele. Adquirindo a forma humana, Pyros então materializa sua Frgrur nas mãos, partindo para um combate mais físico e menos pirotécnico. A cimitarra de pedra negra de Yahzid surge em suas mãos, chocando-se contra o metal infernita da arma do dragão-demônio. O simples choque das lâminas causa o colapso de diversas colunas à volta do pavimento onde estão, e a própria rocha deste pavimento se racha inteira à volta dos guerreiros. Os rápidos movimentos de Yahzid e Pyros são incríveis, com movimentos que provam seus séculos, milênios até, de vida e experiência. Rastros de fogo seguem os movimentos de Frgrur, se dissolvendo entre as cintilantes faíscas que são expelidas da lâmina da cimitarra negra. A fúria ardente do Senhor Absoluto do Fogo contra a natureza quimérica do Djinn inflama o próprio ar, expelindo do campo de combate ondas térmicas que ondulam pelas areias do Baixo Nilo. O híbrido não pode acreditar no nível de poder que o dragão- demônio Pyros possui, mas deve resistir para que os Magos Vermelhos possam sobreviver. O mestre das Chamas que Calcinam a Carne continuará até descobrir a localização de Histell, localização que apenas Yahzid sabe. Yahzid é um oponente formidável, mas mesmo assim era um jovem quando Pyros já era uma divindade entre os arkanitas e infernitas. O calor sobrenatural que emana do Senhor Absoluto do Fogo é tão intenso que o próprio ar não o suporta: as moléculas da atmosfera começam a se quebrar em íons, cobrindo as areias à volta e gerando uma grande superfície circular de vidro avermelhado, que nunca se solidifica devido ao próprio calor que a gerou. Tal energia supera as defesas do Djinn, que sente sua própria estrutura física sucumbindo aos poucos a cada investida da lâmina de Frgrur, a cada tentativa de desviar-se dos golpes das mãos, pés e cabeça do mestre das Chamas que Calcinam a Carne, e então ele percebe a razão deste epíteto que seu inimigo recebeu. Sua carne, mística e eterna dos gênios, torna-se aos poucos feixes de energia arcana, jorrando lentamente do corpo de Yahzid. Pyros nota sua vitória iminente, e a apressa. Seu corpo se rasga em pedaços enquanto seu verdadeiro corpo dracônico surge em meio a explosões de fogo e lava. O gênio, enfraquecido a um estado quase cadavérico, nada consegue fazer para se defender da bateria de explosões com a potência de uma bomba nuclear. O segredo que guarda em seu ser não pode mais ser defendido, e sua existência de nada valeu pelos séculos: Pyros sempre soube de sua existência e localização, mas por algum motivo desconhecido nunca sentiu a necessidade de obter o conhecimento sobre o santuário de Histell na Terra. Ao final da liberação de tanta energia demoníaca, nada mais resta que Pyros em sua forma dracônica dedilhando os feixes de energia mística do horrayti vencido, com os pés boiando sobre uma lagoa de vidro vermelho derretido. Pyros sabe onde está Histell está na Terra, e nada mais importa que encontrá- lo. O deus-dragão reúne suas forças e prepara-se para se teleportar próximo ao esconderijo de seu nêmesis, mas é interrompido por um urro leonino, seguido do impacto do punho de um novo oponente. A deusa com cabeça de leão posiciona-se à sua frente, revelando atrás de si um homem elegante, com uma leve cicatriz do lado esquerdo do pescoço, encarando-o como se o Senhor Absoluto do Fogo fosse uma visão corriqueira. Pyros não tem dúvidas: o Anticristo está à sua frente.
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