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Player vs Personagem, quando as regras tiram o poder do mestre.

Muito se discute sobre os sistemas que estão perdendo um pouco do roleplay e ficando cada vez mais parecidos com algum MMORPG por aí – é ...

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Muito se discute sobre os sistemas que estão perdendo um pouco do roleplay e ficando cada vez mais parecidos com algum MMORPG por aí – é o 4 Ed que to falando, mas como a gente já discutiu em uns RPGCast, isso vai depender bastante do tipo de jogador e de mestre que pretendem rolar uma campanha.  A verdade é que temos dois caminhos quando falamos de regras, uma com ênfase no jogador e outra na sua personagem.

Quando mestramos com ênfase no roleplay, o jogador se torna o alvo das ações, ele precisa fazer as perguntas certas, na hora certa e ter um conhecimento sobre o cenário que está inserido, o que significa que o mundo precisa de um background bem descrito. Avaliar uma armadilha, por exemplo, é uma questão de identificar seus elementos: “A porta a frente faz que tipo de barulho, ela é oca?”, “Como é a aparência dessas paredes, algumas pedras mais irregulares que as outras?

Essa maneira de se jogar pode parecer bem mais massante para um Roleplayer Casual, mas é a única forma aonde as decisões do jogo são completamentes influenciadas pelas ações do personagem – vale lembrar que, jogando assim, é o talento do próprio jogador que vai fazer o sucesso do teu herói. Como todos sabemos as vantagens de se mestrar orientando as ações ao player são inúmeras, incluindo a diversão que é otimizada e assim podemos ficar mais seguro sem contar com a sorte nos dados.

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Agora, há quem goste de transferir essa responsabilidade para sua personagem, então os atributos se tornam bem mais importantes. Tudo fica mais previsível, pois a construção bem elaborada da tua ficha é o que vai determinar seu sucesso dentro de alguma classe, um bom ladino será aquele com melhores pontos nas perícias certas. Você resolve tudo com os testes – encontrar objetos, analisar artefatos, estudar magias…

Os combates ficam mais mecânicos e ao meu ver isso tudo junto é o que acaba tornando o rpg um jogo virtual adaptado. Esta mudança tira a capacidade do mestre de manipular as regras e fazer julgamentos puros.

Mike Mearls, que escreveu o Livro do jogador e monstros 3 do D&D, sabe que essa discussão existe e até expressa sua preocupação com o futuro do sistema:

Eu gosto de uma abordagem de imersão para D&D, seja uma aventura baseada em roleplaying, exploração, ou de combate. É assim que D & D funcionava quando eu entrei no jogo e, às vezes eu me preocupo que o sistema, no mundo pós-3E, perdeu um pouco do que faz um grande RPG na busca de aprimorar sua mecânica. No entanto, estou certo que as minhas preferências pessoais não são necessariamente universal. No final do dia, D & D deve funcionar do jeito que você quiser.

Isso não diz exatamente o que a Wizzards pretende para o futuro do jogo, mas mostra que as coisas estão mudando e que se quiser ser um narrador com o poder sobre sua aventura então converse com seu grupo, defina suas prioridades, deixe os novatos conhecerem seu estilo de jogo e explique direto para ele como as coisas funcionam no rpg.

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