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Entre na mente dos jogadores e leve-os para o seu mundo

Deixar seus jogadores motivados e animados com a aventura é uma das tarefas mais complicadas de quem se aventura na arte de mestrar . Para...

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Deixar seus jogadores motivados e animados com a aventura é uma das tarefas mais complicadas de quem se aventura na arte de mestrar. Para alguns é talento, para outros é um segredo, mas para nós também é um pouco de técnica. Quem estuda Game Design vai reconhecer alguns dos elementos que vamos falar aqui no post, mas com um bocado a mais de roleplay.
Para falar de Imersão, a gente tem que entender uns pontos primordiais antes e um deles é a “intenção de Jogar” ou pretending. Ele é descrito pelo filósofo Johan Huizinga como o ato de criar uma outra realidade em nossa mente, nesse círculo a gente deixa pra trás todos os problemas da realidade e embarca em um mundo aonde podemos extravasar com superpoderes ou quebrando as regras que não seria possíveis na verdade.

huizynga

No universo rpgista a intenção de jogar é algo extremamente natural, o jogo em sí, já propicia isso. Os grupos se reúnem com a intenção de viver em uma outra realidade, descrita pelo narrador. Jogadores novatos tem uma certa dificuldade para se adaptar a isso, principalmente os mais jovens, eles precisam de uma explicação mais precisa sobre o funcionamento do RPG.
Dentro desse círculo você como mestre precisa criar situações desafiadoras para que seus jogadores sinta-se motivados a continuar na aventura. Leva-los a universos fantásticos, com belas histórias e convida-los a viver isso fazem da imersão mais forte ainda.
Qual é, mas isso tudo o RPG já faz véi…
Se você pensa assim, está corretíssimo. Até aí, nada de diferente do que o RPG já faz, por isso é possível ser um bom narrador sem prestar atenção em como tudo está acontecendo. Você escreve uma boa história, com monstros #overpower e um dilema entre o grupo e pronto, a imersão acontece.  Mas, quando a aventura começa a ficar chata você vai precisar aprimorar sua técnica, então vamos direto entender os tipos de imersão, que existe e como usá-las no roteiro.

imersão
Imersão tática – a ação é tão rápida que você não tem muito tempo pra planejar.
É a que acontece em games como Guitar Hero e Space Invaders.  Na mesa é mais complexo trabalhar com esse tipo de estratégia, pois ela poderia quebrar um pouco a relação do jogador com sua história, já que não temos o apelo visual para dar suporte na lembrança.
Mesmo assim esse tipo de imersão está presente nos sistemas de batalhas, com tantos Pvs, danos, modificadores e testes para efetuar no turno. Como mestre, é seu dever saber até que ponto isso está prejudicando o envolvimento do grupo, por isso lembre-se que as regras estão aí para serem modificadas.
Imersão estratégica – é quando você precisa pensar mais sobre algo, resolver algum enigma ou planejar a sua ação.
É mais visível em Cardgames, Xadrez e jogos casuais.  Geralmente é o tipo mais presente no RPG, o mestre sempre propõe um desafio recheado de enigmas e no meio disso tudo acontece a pancadaria boa demais!
Mas as vezes o objetivo principal da aventura esfria, ou da campanha. É aí, que você pode inserir mais desafios e imergir os jogadores novamente na aventura através das Quests.

Eberron
Imersão narrativa – acontece quando a sua história fala por sí só.
Mas não se iluda, para imergir seu grupo com o RPG, não basta ter um belo enredo, tem que mostra-lo. Faça uma introdução fantástica, tente passar as emoções ligadas a ela (medo, frustração, sentimento de honra).  Convide os jogadores a contar as histórias dos seus personagens, faça tudo  que está na cartilha do sistema e então terá apenas o primeiro passo para a imersão narrativa. Mantenha isso a aventura toda e aí sim, a mágica acontecerá.
De fato é a imersão mais difícil para a mesa, já que não contamos com o aporte de video para ilustrar a história, mas você pode surpreender-se quando trabalha com trilha sonora.
O segredo está no equilibrio.
Vocês perceberam que é possível imergir o grupo na aventura, mesmo não tendo uma história épica.  O lance é equilibrar, planeje sua história e defina qual será sua estratégia de imersão para cada momento dela.  Misture, use a liberdade rpgista e tenha muito bom senso para saber o limite de cada coisa. Em uma aventura rápida, por exemplo, você pode usar apenas um desafio (imersão estratégica) ou um torneio de lutas (imersão tática), ou usar todas em uma aventura. Não tem erro, o segredo é estudar sua aventura e com essas dicas você terá todos os jogadores na sua mão - maquiavelismo mode on! Até a próxima aventura.
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