Qual o sentido do maniqueísmo no RPG?


"O bem é um ponto de vista Anakin...." _Senador Palpatine para Anakin Skywalker.
Bem e mal,céu e inferno ,certo e errado.Até onde devemos respeitar estes limites em nossas campanhas?E quanto elas são bem definidas pelos mestres (seus NPC´s e suas histórias) ou pelos jogadores(e seus personagens)?

Temos inúmeros exemplos de personagens em nossos filmes e quadrinhos prediletos que exploram de forma criativa o conceito de bem e mal: Gollum e sua dupla personalidade,Anakyn Skywalker e Ulic Qel-Droma ..dois grandes Jedi vencidos pelo medo e ganância acabando por servir ao lado negro,Arthas Menethil e seu despero pra salvar seu povo que acabaria por torná-lo o Rei Lich!

Alguns cenários de campanha definem de modo  bem evidente a diferença entre os conceitos do que é bom ou mal em suas particularidades,como por exemplo Senhor dos Anéis ou Forgotten Realms,outros suprimem tendências como é o caso de Star Wars,ainda há aqueles que inovam,deixando a cargo do Mestre quais são as tendências apropriadas para cada criatura ou personagem,como é o caso de Eberron.
Numa de suas entrevistas George Lucas afirma que muitas vezes na mitologia o mal deriva do que inicialmente do que era bom e que uma pessoa ou personagem maus geralmente não pensam em si mesmos dessa forma!
Existem dois suplementos de D&D não traduzidos para português que discutem explicitamente os conceitos de Mal e Bem ,são eles The Book of Vile Darkness e o The Book of Exalthed Deeds,recomendo como material de pesquisa para os mestres.Estes livros exploram a fundo os temas maniqueístas  e enchem a mente do mestre com o melhor e o pior do universo de D&D.
Outra possibilidade são os anti-heróis, personagens que enxergam a divisão de bem e mal como uma linha muito tênue e nunca saem de moda,têm um sarcasmo contagiante e normalmente são muito bem sucedidos com o sexo oposto!Vai dizer que Wolverine , Lobo,Batman, o Comediante nunca foram objeto de pesquisa pra criação de personagens interessantes?
Também temos o Mundo das Trevas que,apesar das radicais mudanças pelas quais passou,não perdeu sua essência em fazer do mal algo palpável e do bem motivo de esperança.
Como criadores de histórias é um privilégio podermos optar qual das vertentes conceituais explorar e o que é bacana é não nos prendermos ao que os autores definem e sabermos que em nome da diversão podemos quebrar todas as regras!
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