Olá caros amigos.
Para mim o mundo do game é divido sobretudo em duas partes: Aqueles que te fazem não acreditar nos dados e aqueles que desperdiçam os dados. E Brink, com certeza é um jogo que te faz duvidar de seus próprios olhos, não só pelo que está na tela mas pela quantidade de coisas no background.
A Bethesda Softworks está na linha de frente de 4 grandes jogos com potencial de, se não mudar o rumo do mercado, trazer o máximo de diversão e novas influências para futuros jogos. São eles: Hunted: The Demons Forge (que eu já comentei aqui), Rage, Elder Scrolls V: Skyrim e Brink, o qual vou comentar neste artigo.
O jogo está sendo desenvolvido pela Splash Damage, estúdio especializado em jogos de tiro em primeira pessoa, responsável por Wolfenstein:Enemy Territory e Enemy Territory:Quake Wars e todos os mapas do modo multiplayer de Doom 3. E claro, produtora da série The Elder Scroll.
A Arca
Em um futuro próximo é construída uma cidade buscando um modelo de vida totalmente sustentável. Mas logo uma crise ambiental global fez com que os territórios glaciais derretessem, o nível do mar subiu e a sobrevivência da humanidade estava comprometida. Milhares de todo o mundo fugiram para The Ark, tentando sobreviver enquanto os fundadores e seus descendentes lutavam para manter a ilha perfeita.
Agora que The Ark havia perdido contato com o continente, seus recursos começavam a ficar escassos e o equilíbrio de poder fez com que facções lutassem entre si para tentar o domínio.
E é no meio deste fogo em que você é jogado, tendo de escolher um dos lados para tentar sobreviver e ajudar sua facção a conquistar a ilha.
Números que fazem duvidar de seus próprios olhos
Aqui está uma das partes mais absurdas do game. Segundo relata o site HardGame2 é possível obter no jogo 4.530.240 tipos de personagens totalmente distintos. Se forem contados os com pequenas variações é possível chegar à marca de 102.247.681.536.000.000 (alguém consegue falar isso?) de personagens no total. Basta dar uma olhada nesta página do site oficial para darmos de cara com um bom número de exemplos.
Sem contar as 45 formas de morrer, 26.000 diálogos diferentes, 4.500 sons distintos de armas, 8 pacotes de vozes, 60 minutos de música e 4.963 combinações de armas e acessórios. Números realmente impressionantes. Se bem que acho que sempre haverão aquelas combinações padrão que o pessoal vai descobrindo com o passar do jogo.
Pular, atirar, exterminar de várias formas diferentes
Para dar mais realismo aos personagens é usado o sistema SMART (Smooth Movement Across Random Terrain), que avalia a situação de forma dinâmica e faz o personagem reagir da melhor forma possível. Por exemplo ele avalia de que forma deve pular, escalar algum muro, se escorar pela parede ou cobrir a retaguarda de um companheiro. Foram estudados vídeos reais de parkour para que fossem capitados todos os movimentos e possibilidades de pulo.
É bastante interessante mas não sei porquê quando eu vejo estes caras pulando na tela me lembra muito Unreal, onde haviam uns pulos surreais com armas super-pesadas.
Classes e Equipamentos bacanas
No campo de batalha existem computadores que são usados para fazer upgrades durante a batalha, mostrar quantos jogadores de cada classe estão no seu time e até mesmo recarregar a munição.
Temos aqui talvez uma das partes mais interessantes do jogo: A quantidade absurda de armas e a forma de interagir com cada uma. Só para a gravação dos sons a equipe teve de ir à Nevada gravar com 45 armas diferentes.
Existe de tudo, inclusive turrets para proteção de território, minas (a sua equipe não vê as minas, apenas os especialistas ou espiões), espiões disfarçados, enfermeiros que curam seus companheiros e tipos diferentes de granadas.
Gráficos, gráficos, gráficos
E chegamos à minha parte favorita. O design dos personagens é propriamente caricato e cada detalhe é muito bem pensado.
A arquitetura da cidade inteira pode ser usada durante a batalha. Cada porta, buraco na parede, cano, escada e muro foi cuidadosamente colocado ali para ser usado estrategicamente. Uma das cenas mais bonitas é andar pelos arredores da ilha e ver o mar. Se deixarem você fazer isso, faça. Vale muito a pena.
A textura das roupas e da pele é um charme à parte. A impressão que se têm é de estar vendo arte em movimento. É tudo muito colorido, mas da forma certa, não há impressão de exagero.
Se você tem alguns minutos a mais pode ver muito mais dos jogos nos vídeos do site oficial ou, se quiser entender um pouco mais pode visitar a página de vídeos do site HardGame2. Espanhol não é tão difícil de entender assim e vale muito a pena, principalmente para os developers e entusiastas.
Para quem não tem paciência de esperar carregar as imagens dos concepts no site oficial (o site é meio pesadinho), pode dar uma olhada aqui neste post do TheConceptArtBlog.
E aqui os primeiros 8 minutos do game, que foram mostrados na E3 2010:
E, claro, o trailer:
Segundo dados do canal XboxViewTV:
Desenvolvedor: Splash Damage
Lançamento: 20 de maio 2011 (adiantada para 13 de maio na Europa segundo o HardGame2)
Gênero: FPS, Shooter, Action
Plataformas: Xbox 360, PS3, PC
Publisher: Bethesda
Website: http://www.brinkthegame.com
Todos os dedos cruzados.
Abs.












