Sucker Punch - Mundo Surreal, um filme disfarçado de nerd.


Você já deve ter ouvido falar em Sucker Punch - Mundo Surreal, não? Um filme lançado recentemente que tem uma apelo muito atrativo para qualquer nerd por ser um longa de ação, fantasia, drama e steampunk. Até aí tudo bem, o trailer é bastante empolgante, principalmente nas cenas de ação, com os dragões, samurais gigantes, entre outros, por sinal este último, sim, uma das melhores passagens do filme. Entretanto...




Bom, entretanto o filme não é bem tudo isso. A sensação de que a narrativa estaria bastante enraizada no mundo paralelo de fantasia épica, onde a estória mais nos cativa no trailer, são apenas para camuflar um roteiro bagunçado e sem profundidade, um filme feito apenas para quem quer ver cenas de ação com mulheres de mini-saia. Portanto tudo isso torna-se apenas uma estratégia do filme para atrair o público, sendo assim, este é um longa disfarçado de filme nerd.

Para quem ainda não ouviu falar deste filme, a sinopse é a seguinte: Babydoll (Emily Browning - de O Mistério das Duas Irmãs; Desventuras em Série; Ned Kelly; No Cair da Noite; e Navio Fantasma) é uma garotinha loirinha e bonitinha que sofre nas mãos do padrasto, numa noite de surto a garota resolve acabar com o cara, ela então atira nele, mas o tiro acerta sua irmã, que morre. O padrasto do mal, culpa a garota (evidente rs) e a manda para um manicômio. Internada, Babydoll está prestes a passar por uma sessão de lobotomia e nesse momento ela começa a pirar, mergulhando de vez em suas fantasias. Desta forma, a garota vivencia 3 planos diferentes : o da realidade (manicômio), o de um bordel (ela imagina que na realidade está em um bordel ilegal, situado no manicômio que seria apenas de faixada), e por último e o mais esperado, o de um mundo épico, cheio de aventuras de ação e criaturas alucinantes.

Acontece que o primeiro plano não é assim tão interessante, ele começa e termina com aquela sensação de que não "fede nem cheira", ou seja, nada surpreendente; o segundo plano (do bordel) é o que mais se explica, a história se narra muito mais neste plano, é até interessante, apesar de algumas coisas que deixam a desejar, como, por exemplo, o fato de nunca mostrar que raio de dança a garota faz que deixa todo mundo perplexo de encantamento rsrs, pois quando ela começa a dançar é quando começa a piração do terceiro plano.

Já o terceiro plano é o que mais decepciona, pois é o que qualquer nerd cria mais expectativa para assistir, no começo é até impactante com a luta dos samurais (muita boa mesmo!), mas depois você percebe que as coisas acontecem muito desconexas e por isso perde muito o sentido, até porque as outras cenas de ação não seguem o mesmo nível desta dos samurais. Na real, a narrativa do terceiro plano não tem nenhuma explicação ou profundidade, os acontecimentos não mantém nenhuma relação direta uns com o outros, é como se cada um fosse algo novo que, quando terminado, ficasse no passado e pronto!


Resumindo, o filme não é lá estas coisas, já vi piores, mas este é mais uma mistura de cenas de ação com mulheres seminuas e uma garotinha que me lembrou a deprê de Crepúsculo. rsrs

O diretor Zack Snyder, que tem em seu currículo filmes como 300, Watchmen, A lenda dos Guardiões, e atualmente trabalha no novo Superman, foi o próprio criador de Suncker Punch, uma piração que deu certo nos quesitos direção de arte, bastante parecida com Watchmen, mais uma vez ele incorporou o estilo de linguagem dos videogames, e a trilha sonora que ficou também bastante bacana trazendo canções como “Tomorrow Never Knows”, “Sweet Dreams (Are Made of This)”, e “I Want it All”, “Search and Destroy” .

Para algumas pessoas, a doideira de Sucker Puch abordou ainda auto-ajuda para o público nerd... será?
“Se Zack Snyder fizesse tudo isso com o único intuito de divertir plateias adolescentes pelo planeta, não haveria muito que criticar em "Sucker Punch - Mundo Surreal". Porém, o cineasta joga sujo com a plateia ao tentar justificar seu porco pizza com uma mensagem séria, transformando-o num tipo de autoajuda voltado ao público nerd.” Guss de Lucca, do iG São Paulo.
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