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Review: DRAGON AGE 2!

Hey, kids! Dragon Age 2 saiu e, no dia seguinte, eu já tinha a minha cópia. Se isso se chama vício ou falta do que fazer, vou deixar para ...


Hey, kids!

Dragon Age 2 saiu e, no dia seguinte, eu já tinha a minha cópia. Se isso se chama vício ou falta do que fazer, vou deixar para vocês decidirem.

Mas agora que já jpguei com dois chars diferentes (ok, é vício mesmo) me sinto pronto pra tacar as minhas pedras e tecer meus elogios ao novo filho da Bioware / EA: O nosso Dragon Age 2. Só pra constar, eu joguei de Mago e de Rogue, ambos chars masculinos e com um save continuado do meu antigo save em DA: Origins.

Um aviso: esse post vai ser bem grande, então peguem pipoca, liguem o ar condicionado e preparem seus baldes de coca-cola com gelo.

Vem comigo!

As novidades começam assim que você abre o jogo. Só na tela inicial já dá pra sacar a melhora nos gráficos:





Ao escolher começar um novo jogo, você pode usar um arquivo seu de DA: Origins. Sim, meus caros, as suas escolhas no Origins afetam a história de DA: 2. Cool, hun? 

SERIA SUPER COOL, SE A BIOWARE TIVESSE PENSADO MENOS EM GRÁFICO E MAIS NA HISTÓRIA DO JOGO! 

Pois é. Eu terminei o Origins com quase todos os Achievments, fiz todas as sidequests e tive todas as expansões. E, como muitos de vocês, me dei ao trabalho de explorar o jogo a fundo, o que não é pouca coisa. Então, chega DA: 2, que me permite dar “continuidade” ao Origins e... nada. Sério, se a Bioware tivesse trabalhado no background de DA:2 do mesmo modo que trabalhou nos gráficos, eu teria sido muito mais feliz. A impressão que dá é que eles demitiram alguns roteiristas pra contratar o pessoal de CG. A verdade é que as suas ações em DA: Origins afetam quase nada do background de DA: 2 e menos ainda do jogo em si.

Mas deixando esse mimimi inicial de lado, vamos ao roteiro!



Você começa no papel de Hawke, um humano que está fugindo dos darkspawns que atacaram o reino de Ferelden (evento que você viu aconteceu em Dragon Age: Origins). 

... 

E CADÊ OS ELFOS? OS BACKGROUNDS RACIAIS? OS ANÕES? 

Nope. Sem anões e elfos pra você, pequeno gafanhoto. 

O motivo? A equipe de desenvolvimento de DA: 2 trabalhou duro para que quase todas as escolhas de fala que você faça no jogo sejam realmente faladas pelo personagem ao invés de serem apenas letrinhas na tela. Em troca disso tiveram de restringir as escolhas, deixando apenas um humano – mago, rogue ou fighter – disponível. E eu não tenho certeza se isso foi uma coisa boa, porque jogar e conhecer os diferentes backgrounds de DA: Origins foi uma das coisas mais divertidas pra mim e eu esperava o mesmo na continuação.

No papel de Hawke, você foge de Ferelden com sua família e vai pedir abrigo em Kirkwall. A história se passa em uma linha de tempo que dura 10 anos, onde você acompanha a jornada de Hawke até ele se tornar o campeão de Kirkwall, mudando para sempre o destino de Thedas.

Pra não dar spoiler, vou evitar falar da história em si. É suficiente dizer que com o passar do jogo você percebe que a tensão entre os magos e os templários está crescendo cada vez mais, o que só pode resultar em problemas. Sim, a história gira basicamente em torno do eixo Magos x Abominações x Templários, fazendo revelações drásticas sobre todos e dando motivos muito bons pra você escolher ambos os lados. Por sinal, em diversos pontos do jogo você tem que escolher entre ficar do lado dos magos ou dos templários e, assim como em DA: Origins, suas escolhas afetam o quanto seus companheiros gostam de você. 

Quer uma dica extra sobre a história? Quer mesmo? Hum...




Bloodmages.             

Pronto, morra de curiosidade agora. Você que pediu.

A narrativa do jogo é não-linear. Enquanto você joga e avança na história, você acompanha flashbacks de um de seus companheiros – um rogue anão chamado Varric – sendo interrogado por Cassandra Penthaghast, uma Seeker do Chantry. Para quem não sabe, os Seekers são uma divisão especial do Chantry, criada especialmente para achar alguma coisa. Essa “alguma coisa”, no caso, é você.

Os flashbacks, assim como o jogo todo, dão um show de CG. Durante o jogo todo eu não cansei de me espantar com a evolução dos gráficos e em como eles não economizaram no choque visual de algumas animações. Você achava legal ficar sujo de sangue depois de matar um darkspawn? Espere só até ver um cara COM UMA FUCKING FACA ENFIADA NO OLHO! 

Duvida?


Bom... eu avisei. 

E poderia postar muitas imagens aqui pra deixar vocês babando, mas prefiro esperar que vocês tirem suas próprias conclusões.



A mecânica do jogo é bem parecida com a de DA: Origins, embora os diálogos tenham mudado. Quem já jogou Mass Effect vai reconhecer a mecânica de diálogo usada aqui. Um fato meio estranho é que as falas não são IGUAIS as que você escolhe no diálogo. Por exemplo, se você clicar no diálogo onde diz “Não”, você pode ver o Hawke não só respondendo “Não”, como também falando outras coisas. Eu particularmente não curti esse sistema, mas aí é uma questão de gosto mesmo.

O combate está um pouco mais mudado, valorizando o trabalho em equipe e permitindo certos combos entre as habilidades dos seus companheiros, o que é muito legal. A skilltree mudou pouco, trazendo algumas magias/habilidades novas e muitas das antigas. Uma coisa legal aqui é que as magias/habilidades agora têm upgrades, que você pode comprar. Por exemplo, você pode abrir “fireball” e depois abrir um upgrade que aumente seu dano de fogo em 50%. No mais, a grande maioria das skills são as mesmas de DA: Origins.


Mas sinceramente? Essa parte deixou MUITO a desejar. 

Vou dar um exemplo: no primeiro nível o rogue tem uma habilidade em que ele simplesmente some da tela e se teleporta nas costas do inimigo, enfiando uma faca nele e dando críticos automáticos. 

Não me entendam mal, isso é MUITO foda. Mas não é o que você espera de um rogue de primeiro nível, é? 

Querem outro exemplo? Ok. Logo no começo do jogo você pode habilitar uma skill de rogue em que ele dá um backflip e simplesmente sai da luta, fazendo os inimigos atacarem outros chars. 

Sim, para todas as classes, as skills estão muito mais apelonas e from hell. O que é estranho, se você parar pra pensar que o jogo não está nada difícil. Pois é. O nível de dificuldade “normal” em DA: 2 é muito mais fácil do que em DA: Origins. Tá certo que dificuldade "normal" não é pra quem gosta de grandes desagios, mas o "normal" do Origins tinha pelo menos friendly fire.

É interessante notar como esse sistema valoriza os consoles. É um combate mais direto, com menos necessidade de pausar toda hora pra usar pots ou dar ordens aos seus amigos, ideal para quem joga em consoles; e não no pc. Ora, não podemos esquecer que DA: 2 também foi lançado pra Xbox, né...

As especializações que você pode pegar (no 7º e 14º, nível se não me engano) não mudaram muito e, ao invés de 4 são apenas 3 dessa vez. A novidade aqui é que você pode simplesmente pegar uma classe, sem antes ter que “destrancá-la”. Vou explicar: no primeiro DA era preciso conhecer alguém que te ensinasse a arte do Spirit Healer, por exemplo, antes de você poder virar um. No DA: 2 você não precisa mais disso, basta colocar o ponto lá e acabou.


Em matéria de itens você vai ver muita coisa do universo de DA: Origins aqui: as poções de lirium e health, venenos (que podem ser usados com sucesso por qualquer classe agora), manuais que aumentam skills, etc etc etc. Tudo isso com um gráfico muito mais bem trabalhado. 

Um detalhe sobre itens que vai decepcionar muitos fãs da saga: não é mais possível mudar as armaduras de seus companheiros. Triste, né? 

Quem jogou DA: Origins sabe do prazer de ver o Alistair começar o jogo com uma armadura tosca e terminar vestindo uma armadura de capitão dos Templários. Pois é, isso não existe mais. 


Agora Funciona assim: O Varric, por exemplo, vai vestir a “Armadura do Varric”. Durante o jogo você vai encontrar upgrades que dão slots ou aumentam alguma propriedade da armadura dele. E quando ele ganhar level, sua armadura também ficará mais forte. Fora isso, é possível mudar apenas o conjunto luvas/anel/amuleto de seus companheiros. 

E sim, você ainda vai ouvir a palavra ENCHANTMENT muitas vezes no jogo, dita por um certo anão savant....


E o que dizer das quests? Ahhhhh, as quests! Motivo pelo qual você leva 50 horas pra terminar o jogo, ao invés de 10 minutos.


Existem menos quests em DA: 2 do que no primeiro. E elas ainda são divididas em grupos:

Rumores: São coisas que Hawke ouviu falar, mas ainda tem que descobrir mais informações para abrir a quest. 
Main: É a história principal do jogo. A medida que você faz as quests daqui, o jogo “anda pra frente” de fato. 
Secondary: São quests que estão ligadas à história principal do jogo. A maioria das quests daqui são apenas “subquests” que você tem que fazer pra avançar em alguma quest principal. 
Companions: Sim, os seus companheiros! Em diversos momentos eles vão pedir ajuda e uma quest desse tipo vai ser habilitada. Pode ser que você ache alguns itens durante suas aventuras, que pertençam aos seus amigos, o que vai abrir esse tipo de quest também. O modo como você resolve (ou não) essas quests, influencia no quanto seus amigos vão gostar (ou não) de você. 
Sidequests: Todas as outras quests que aparecem durante o jogo.


DA: 2 traz novos companheiros, cada um com um background diferente e bem trabalhado.  Não vou citar a história de todos eles aqui pra evitar spoilers, mas basta olhar a foto acima pra conhecer um pouco de cada um. Infelizmente, você não pode mais conversar com seus companheiros a qualquer momento, como no acampamento de DA: Origins.

Uma novidade aqui é que você pode usar seus companheiros pra “convencer” alguns NPC’s. Um exemplo disso é o Fenris (um elfo ex-escravo que teve lirium implantado em seu corpo e se tornou uma máquina de matar) que pode ser usado pra machucar um NPC e convencê-lo a fazer algo ou a Isabella (uma rogue pirata com atributos... avantajados) que possui uma habilidade com facas que que pode ser bastante convincente também.

O sistema de presentes também mudou, ou melhor, sumiu.

Agora você não pode mais comprar um gift e dar pra quem você quiser. Se você comprar/achar um gift do Varric, vai abrir uma quest do tipo "Companions" e você vai entregar o gift para o Varric. Ponto.

Outro ponto negativo aqui é que alguns presentes simplesmente farão você perder lealdade com seus amigos, ou seja, você tem que adivinhar se deve ou não entregar um presente.


Os monstros são basicamente os mesmos, embora você passe mais tempo lutando contra outros humanos, magos e abominações do que matando darkspawns. Aliás, os darkspawns são coadjuvantes aqui, perdendo espaço para golems, demônios e abominações. Fora isso, não há muitas mudanças aqui, além do fato de todos os monstros terem sido redesenhados e ficado muito mais bonitos. Na imagem acima, você confere como ficou o cenário onde você enfrenta um High Dragon.


Dragon Age: 2 é um excelente jogo. Um épico. Apesar de ser bem menor que DA: Origins, você ainda vai perder umas boas 50 horas pra fechar esse jogo. Os gráficos são excelentes e o jogo todo é recheado de cenas de animação, luta e efeitos visuais muito superiores ao primeiro.

Em diversos momentos você vai parar e pensar nas suas atitudes antes de fazer algo. Eu arrisco dizer que Dragon Age tem um feeling especial que faz você criar uma espécie de sentimento pelos seus NPC’s. A história em geral se comporta de maneira bem madura e é surpreendente ver como as coisas se desenrolam. Muitos conflitos no jogo são resolvidos em diálogos e ameaças; lutar pode ser opcional.

Em DA: 2 as suas escolhas pesam. Muito.

Você passa o jogo todo na mesma cidade, então escolher seus amigos e inimigos é muito importante. Alguém que você irrite no começo do jogo pode tornar a sua vida bem difícil no final. Mais do que isso, um inimigo particularmente esperto pode sacar que você cresceu e virou um herói forte e perigoso. Então ele desiste? Não! Ele simplesmente pode resolver sequestrar a sua mãe ou... ops. Pois é.

A verdade é que DA: 2 peca muito em alguns pontos. É cansativo ter que voltar toda hora aos mesmos mapas pra fazer quests diferentes e o mundo é bastante pequeno. A falta de raças e backgrounds jogáveis me decepcionou muito também e, para um jogo desse porte, eles poderiam ter trabalhado melhor em skills novas também. A crítica internacional recebeu DA:2 com notas mais baixas que DA: Origins e dá pra entender o motivo.


Como eu disse, Dragon Age 2 é um épico. Tem seus pontos fracos, sim, mas compensa com gráficos excelentes, animações fodas e uma trama bem madura. Se é o melhor RPG da década como alguns afirmam, só o tempo vai dizer, mas com certeza vai ficar entre os melhores.

Por sinal, mencionei que o final do jogo deixa bem claro que vai ter um DA: 3?

Cheers!
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