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Canções da Meia-Noite#13 - Espadas e Bravatas

Olá  a todos você bardos de plantão ,quem  acompanhou a ultima canções da meia-noite viu a estréia do espaço para publicação de contos e ho...


Olá  a todos você bardos de plantão ,quem  acompanhou a ultima canções da meia-noite viu a estréia do espaço para publicação de contos e hoje darei a continuação nessas publicações.Primeiramente quero agradecer a todos que tem enviado contos para nós e também quero agradecer ao Thiago "Coisinha Verde" que permitiu a divulgação no fórum do Mighty Blade ,sem mais delongas vamos a introdução dessa nova narração.
Uma simples missão realizada por dois irmão mostra um perspectiva de como a arrogância e a inexperiência podem ser fatais em combate, valendo até mesmo como dica para os jogadores de RPG ,assim é a história Espadas e Bravatas escrita por Bernardo Stamato do blog Medievalor ,confiram a seguir.




Espadas e Bravatas 


- Senhor, seu pai o convoca em seus aposentos.
- Hunf... O que ele quer?
- A cidade está sendo invadida e ele deseja delegar ordens a você e a seu irmão, senhor.
- Aham, já sei. Meu irmão sairá com os soldados e eu ficarei para proteger o castelo, diga que já estou indo.
- Na verdade, senhor – o servo pareceu hesitar -, o seu pai anunciou que você deve vestir sua armadura.

Enquanto o criado terminava de falar, outros já entravam e começavam a preparar meu peitoral de aço. Mal consegui reagir, surpreso com a notícia
Entrei no escritório de meu pai e encontrei-o com meu irmão, já debatendo. Fiz uma reverência formal:

- Lorde-pai.
Ele sorriu com carinho paterno, como de costume.
- Querido filho. Já adiantei seu irmão com os detalhes. Um grupo de desertores de nossa pátria está invadindo e saqueando nossos cidadãos. Vocês dois e mais quatro soldados devem neutralizá-los.
- Sim, meu lorde – respondi.
- Já enviei os mensageiros convocando os quatro soldados, eles estarão nos esperando nos limites do feudo – acrescentou meu irmão. Disfarcei minha ansiedade com formalidades:
- Sim, lorde-irmão.
- Se apressem, vocês tem uma missão a cumprir.
“Missão”, que palavra bonita! Não era uma tarefa ou dever, eu tinha uma missão!


Eu e meu irmão vestíamos peitorais de aço, escudos com o brasão de nossa família – um dragão prateado ao fundo vermelho – e espadas bastardas. Dois dos soldados vestiam bruneas e portavam espadas longas e broqueis e os outros dois vestiam coletes de couro e portavam apenas espadas curtas. 

- Por que temos dois homens mal equipados? – indaguei.
- Porque eles não são soldados, são médicos de combate.
- Você trouxe médicos?
- Não quero arriscar a vida de ninguém.
- É um combate, precisamos de guerreiros.
- Quem é o irmão experiente e quem é o novato aqui? Demonstre disciplina e não me questione - ele adorava me dar ordens, sempre fazia questão de me rebaixar.
- Não me trate como uma criança.
- Você está vestindo uma armadura, isso não lhe basta? Pare de choramingar e se concentre. Os desertores estão logo ali.

Meu irmão desembainhou sua espada. Segui seu gesto e, logo após, nossos homens também.


Os desertores não tentaram fugir. Assim que nos viram, se prepararam para o combate. Eram cinco, não portavam nenhum brasão, apenas armaduras de ouro e armas roubadas.

- Olhem os heróis da nação vindo salvar o dia! – gritou o líder desertor, nos provocando.
- Irão pagar, criminosos! – meu irmão respondeu e investiu em direção ao líder.

No caminho, dois capangas entraram em seu caminho e o atacaram. Ele bloqueou um golpe com o escudo e aparou o outro com a espada, logo contra-atacando e partindo o tórax do primeiro, seguindo com um corte horizontal no outro, mas sendo desviado.
Um capanga correu em minha direção sem nenhuma técnica e foi recebido com o impacto do me escudo em sua cabeça, desmaiando no chão. Deixei meu irmão cuidando do seu desertor, nossos homens cuidando do outro e me dirigi ao líder. No meio do caminho, ouvi um som de um grunhido engasgado. Olhei e vi um de nossos homens tendo sua garganta cortada por um capanga que estava escondido no beco e percebi a emboscada. Nossos três homens restantes foram surpreendidos por mais dois capangas que estavam ocultos.
Tive que pular para desviar de uma espada que veio em direção à minha garganta e bloqueei uma segunda espada com meu escudo. O líder estava na minha frente.

- Bela espada. De quem roubou? – provoquei.
-De um nobrezinho que eu matei! – retrucou.

O líder lutava com duas espadas, sendo mais ágil do que forte. Desenhei um arco no ar com minha lâmina, me mostrando lento demais para meu oponente, que esquivou e logo me obrigou a levantar o escudo em proteção. Permiti que ele atacasse mais uma vez para contra-atacar com o escudo em sua espada, empurrando-o e ganhando tempo para um golpe com minha lâmina.
Um belo corte se abriu em seu braço direito, fazendo-o uivar de dor. Sem pensar, ele desferiu seguidos golpes, me dando tempo apenas para bloquear. Na primeira brecha que encontrei entre os ataques, partir para a ofensiva e virei o jogo.
Ele se esquivou dos dois primeiros cortes, mas, percebi que o terceiro seria decisivo. Ergui minha espada, concentrei minha força no punho e, antes de atacar, senti uma perfuração na costela.
Vi o mundo girar enquanto despencava de encontro ao chão. Para minha vergonha, terminaria minha primeira missão caído e sangrando. Mas não estava triste, pois, nossos homens haviam derrotado os outros desertores e a vitória já era nossa.
O traiçoeiro que havia me perfurado ergueu sua espada para o golpe de misericórdia, mas teve suas costas trespassadas pela arma de meu irmão, que, logo em seguida, desarmou uma das espadas do líder com um golpe, desarmou a outra com o escudo e abriu seu abdômen com uma estocada.

- Médico! Médico! – ele gritou, enquanto me pegava no colo e o mundo escurecia em meus olhos.

- Lutou bravamente. Estou muito orgulhoso de você – foi a primeira coisa que ouvi ao recuperar a consciência, ainda na rua do combate. Meu irmão sorria, orgulhoso, com sujeira e sangue no rosto. Missão cumprida.

Contos 3141830770027209107

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