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A arte da Guerra RPGista - Guia para narradores

Assim como no cinema, uma das maiores dificuldades quando se narra uma história é trabalhar bem com cenas de guerra, afinal elas são comple...


Assim como no cinema, uma das maiores dificuldades quando se narra uma história é trabalhar bem com cenas de guerra, afinal elas são complexas e dependem de centenas de personagens envolvidos na ação, mas existem algumas coisas que você, como mestre, pode utilizar para enriquecer a experiência dos seus jogadores em meio as batalhas.

As guerras, geralmente, demoram muito, antigamente chegavam a (quase) 100 anos então esse é o primeiro desafio de retratar esse tipo de ação. Para não perder a graça eu costumo narrar algum capítulo importante da guerra na minha mesa.
Escolha algo que seja relevante, assim como foi a invasão dos Mongóis na China pela grande muralha, ou a tomada de Israel nas Cruzadas. Se estiver utilizando um cenário próprio então mãos a obra para escrever bem esse roteiro.
O importante é estudar e conhecer todas as ações da batalha que está para acontecer, desde o dramático cerco inicial até o tão esperado combate final.

Descreva toda a ação com o maior nível de detalhes possível: lembre-se da geografia local, ela pode ser utilizada para alguma estratégia como no filme 300. O clima, a temperatura... a distância até a próxima vila, rotas de fuga e dungeons estimularam a criatividade de seus jogadores, então explore-os. Assim os jogadores deverão relevar as dificuldades de locomoção e todas outras adversidades que encontrarem no caminho proposto na criação de suas estratégias militares.

Lembre-se de que uma guerra é um conjunto de ações planejadas e não um bando de loucos correndo com paus e pedras afim de se matarem. Em uma guerra medieval, existem personagens batedores, que são enviados a frente para vasculhar o local - e rezar para voltar com a cabeça sobre o pescoço. Há, também, a infantaria que vai por terra e para o primeiro choque, mas que acabam caindo na metade do caminho pelas flechas inimigas. Então na hora de mestrar uma aventura assim, estude os personagens envolvidos e que sejam adequados a sua realidade histórica.


Com isso, você poderá designar uma função mais interessante para os personagens jogadores. Dentro de uma batalha existem dezenas de mini-quests ou feitos menores. Para dominar uma cidade, você precisa primeiro acabar com as sua fortaleza, explodir o portão ou aprisionar o general de suas tropas - isso não acabará com a guerra, mas te dará vantagem sobre algo. Conceda aos jogadores alguma dessas missões e eles terão um papel crucial no desfecho da sua história.
Determine um padrão de movimentação para seus jogadores, eu costumo propor um teste de agilidade/esquiva ou algo do tipo e com isso eles conseguem passar por até 5 oponentes por turno (no meio de um amontoado na guerra). Então se ele precisa passar por um grupo de 20 soldados, levaria em média 4 turnos sem lutar.
Enfim, não se esqueça de que os reis, líderes e outros personagens do nível imperador nunca ficam desprotegidos e nem vão a frente do seu exército (apenas em alguns filmes). Quase sempre tem alguma tropa especial formada por um grupo de soldados bem treinados - em termos de jogo coloco uns níveis altos para eles. Essas dicas ajudarão você a tornar suas batalhas mais realistas e interativas, mas continue se aprimorando e torne-se um senhor das guerras, pelo menos na mesa de rpg.
Dicas de mestre 6004293952504428796

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