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Viagem a Greyhawk - Parte Final!

Saudações Aventureiros! Uma nova terça-feira (mas de novo é quarta! Estou com problemas!), e com ela o fechamento de uma saga aqui no RP...



Saudações Aventureiros!

Uma nova terça-feira (mas de novo é quarta! Estou com problemas!), e com ela o fechamento de uma saga aqui no RPG Vale!

Na semana passada, tivemos a continuidade por aqui da história da criação e do desenvolvimento mágico do mundo de Oerth e do cenário de Greyhawk!




Essa semana então, no último post da série sobre o primeiro cenário de Dungeons and Dragons, falaremos um pouco mais sobre suas histórias, principalmente seu declínio como principal cenário, o lançamento da 4ª Edição de D&D e teremos uma breve conclusão sobre as vantagens e possibilidades desse fantástico mundo!

Vamos lá então? Aí vai mais um pouquinho sobre o mundo de Oerth!




Living Greyhawk – O ùltimo suspiro de Oerth!

Após uma série de lançamentos em 1999, devido a comemoração de 25 anos da criação do D&D Original, em 2000 a WotC lançou oficialmente a 3ª Edição de D&D, definindo o mundo de Greyhawk como o cenário padrão do jogo.

Como eu havia comentado na semana passada, parecia enfim que o cenário iria respirar novamente! Porém, as coisas seriam bem diferentes dessa vez.

A divisão de organização de campanhas da WotC – a RPGA – anunciou o lançamento de um projeto ousado, que uniria a comunidade RPGística (adoro esse termo!) em volta do cenário mais antigo da casa, em uma enorme comunidade que uniria mais de 30 regiões ou países ao redor do mundo. Estava criado assim o Living Greyhawk!

Para iniciar o projeto, a WotC lançou um novo suplemento, Living Greyhawk Gazetteer que trazia detalhes do cenário, e 30 regiões foram divididas, para que os conteúdos e aventuras exclusivas fossem geradas por cada região responsável. A partir de 2000, vários suplementos, aventuras, artigos em revistas e conteúdo exclusivo para os participantes foram lançados, e Greyhawk respirava como nunca havia respirado em toda a sua existência!

A cada ano real, um ano era avançado em Oerth, e após sete anos de projeto (2001 a 2008) a linha do tempo havia avançado de 591 CY para 598 CY. Mais de 1.000 aventuras foram produzidas para uma audiência de mais de 10.000 jogadores e mestres. Porém, mesmo com tanto conteúdo de qualidade, nenhuma dessas alterações eram consideradas oficiais dentro do cenário.

Por fim, após anos de uma vida brilhante, e um relançamento que ficaria para a história, Greyhawk encontrou seu final na Gen Con do ano de 2007, quando a WotC anunciou oficialmente o lançamento do D&D 4ª Edição, sistema que não utilizaria mais o mundo de Greyhawk como seu cenário padrão, encerrando assim até mesmo o projeto Living Greyhawk.

Era o fim de uma era.


Castle Zagyg – O fim da Lenda de Gygax.



Apesar da WotC e a TSR possuírem os direitos pelo mundo de Greyhawk, Gary Gygax e Rob Kuntz ainda possuíam quase todo o material manuscrito relacionado ao Castelo Greyhawk e cada um dos seus níveis, assim como os antigos mapas da Cidade Livre de Greyhawk.

Em 2003 Gygax anunciou que estava trabalhando com afinco, juntamente com Kuntz, para publicar novamente o material do castelo e da cidade mais famosa de Oerth! Seriam seis volumes completos repletos de “dungeons” fantásticas, muitas armadilhas e material extra. Devido a posse por parte da WotC do nome Greyhawk, porém, o novo projeto de Gygax deveria chamar-se de outra forma: Castelo Zagyg – uma brincadeira com seu próprio nome e um recado para o mercado de que ele ainda estava ativo e criativo!


Ainda assim, esse ousado projeto provou-se ser mais difícil de realizar do que de idealizar. Os antigos 50 níveis do Castelo Greyhawk foram reduzidos a treze, que reuniam muitos dos elementos originais. Muitas das histórias, memórias, anotações e fatos das aventuras anteriores não poderiam ser representados, pois o material era muito extenso e não haveria como compilá-lo em apenas seis volumes. Mesmo com todos esses desafios, o projeto continuou, e seus criadores trabalhavam mais de quinze horas diárias para concluir um sonho.


Infelizmente, em 2004, Gygax sofreu um terrível derrame, que o colocou em uma cama por mais de sete meses. Durante sua recuperação, ele tentou com todo esforço continuar o projeto, trabalhando poucas horas diárias, com ajuda de amigos. Kuntz, por sua vez precisava dar atenção a outros projetos, e começou lentamente a abandonar o barco, deixando Gygax sozinho em sua empreitada. O desenvolvimento já não era mais igual, e a vontade de levar o sonho a frente não era mais a mesma. A lentos passos, o projeto continuou, mesmo sem uma previsão clara de lançamento.

Ainda assim, em 2005 a Troll Lord Games lançou no mercado o Volume I de Castle Zagyg: Yggsburgh, com 256 páginas contendo informações detalhadas do trabalho de Gygax e Kuntz. Em 2008, o Volume II: The Upper Works foi lançado, de forma tímida, no mercado, trazendo novidades e novos níveis ao castelo e novos encontros para os arredores da cidade.

Porém, nesse mesmo ano, Gary Gygax, criador e idealizador do mundo fantástico de Greyhawk, que durante tantos anos dedicou sua vida e sua carreira aos seu sonho e suas criaturas fantásticas, morreu, deixando para trás um grande legado.

Esse era, oficialmente, o fim de Greyhawk.





Conclusões.

Muitos devem estar sentido falta de uma abordagem mais aprofundada sobre as personalidades históricas de Greyhawk (como Bigby, Tenser, Mordenkainen, Melf e outros) ou ainda sobre os Deuses e os jogos de computador desse cenário. Mas não entraremos nesses meandros da história. Mesmo porque o post já ficou enorme, e esses detalhes podem ser encontrados aos montes na Internet, bastando apenas uma busca pelo Oráculo (também conhecido como Google!).

A conclusão de tudo o que vimos por aqui é uma só: a perda de Greyhawk como cenário de campanha de Dungeons & Dragons é imensurável e sua ausência é sentida por todos que o conheceram ou já viveram histórias por lá.

O cenário remonta a origem do jogo, e historicamente é muito rico. Apesar de ser um cenário vasto geograficamente, ele não sofre (de certa forma) do mal que Forgotten Realms sempre sofreu: ser grande demais, e por isso ficar sem identidade ou arco de história principal (diferente de Dragonlance que tem uma história unificada).

Oerth tem uma história única, e apesar do seu tamanho se mantém fiel a essa história. As personalidades fantásticas e poderosas do mundo representam um seleto grupo, e não dezenas e dezenas de sociedades secretas (ou nem tanto assim) do mal que buscam a destruição do mundo. O mal é delimitado de forma bastante Maniqueísta (não que D&D em sua essência não seja!) e a fonte do mal e de aventuras tem endereço certo.

Por muitos, é visto como básico demais. Por outros, como muito simplista. Mas de forma geral, Greyhawk tem identidade própria e se diferencia dos outros por ser o primeiro. Mais do que isso, é um cenário forte e rico, que oferece chances de aventuras e diversão ilimitadas!

Por ser o primeiro, vai sempre ser lembrado, e por isso, será sempre único!

Bom pessoal, eu fico por aqui e fecho esse primeiro post (em três partes, ufa!) tendo certeza que pudemos conhecer juntos um pouco mais de um cenário fantástico de D&D. Na próxima semana, começamos uma nova análise, dessa vez com um dos cenários mais interessantes e violentos de Dungeons & Dragons – o mundo quente e selvagem de Athas – o cenário de Dark Sun!

E aí? Gostou do que leu? Não gostou? Quer comentar?

É isso aí! Comente e mostre a sua opinião! Old School ou não, o importante é participar e contribuir para conhecermos cada vez mais sobre o nosso hobby favorito!

Boa diversão!
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