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Velhos Mundos. Grandes Aventuras! – Parte II.

Saudações Aventureiros! Chegamos a mais uma terça-feira (Peraí! Hoje não é quarta??), e com ela temos mais um post aqui no RPG Vale! N...




Saudações Aventureiros!

Chegamos a mais uma terça-feira (Peraí! Hoje não é quarta??), e com ela temos mais um post aqui no RPG Vale!

Na semana passada, iniciamos a sessão Old School Inn falando sobre o primeiro (oficialmente falando!) cenário de Dungeons and Dragons, o mundo de Greyhawk!



Por falar no post da semana passada, fiquei muito contente realmente com os comentários e a discussão sadia que foi gerada, principalmente sobre a Velha Guarda do RPG (ou os “Old School” como somos por vezes chamados) e como os sistemas antigos podem interferir ou não com os novos jogos e os novos jogadores.

Tenho certeza que todo mundo que participou do debate aprendeu muito, mesmo porque esse é o objetivo do blog! Continuem assim!

Voltando ao assunto, sem mais demoras vamos então a continuação sobre o mundo de Oerth!

Greyhawk – Muito mais do que só um cenário!

O mundo de Oerth é mais do que um simples cenário de D&D. Ele se diferencia de tantos outros (e nesse ponto posso até falar que é algo bom!) por ser um mundo vasto, cheio de possibilidades e com personagens carismáticos e marcantes!

Por falar em personagens marcantes, com certeza você os conhece muito bem! Não? Vamos fazer o teste então:

  • Tenser – Criado pelo filho de Gygax, Ernie no início de Greyhawk. Foi o primeiro a conquistar o primeiro nível assim como o 13º do Castelo. Empresta seu nome a magias como Disco Flutuante de Tenser e Transformação de Tenser.
  • Mordenkainen – O mago mais poderoso de Oerth (nível 20+ - como dizia Gygax) era personagem do próprio criador. Várias magias levam seu nome, como a Espada de Mordenkainen.
  • Bigby – Personagem que começou com um vilão de baixo nível acabou sendo convertido pelo Mordenkainen de Gygax e tornou-se seu servo. Mais tarde, sob as rédeas de Gygax tornou-se o segundo maior mago existente. Suas magias são famosas como as “Mãos” de Bigby.
  • Melf – Era um elfo criado por Gygax para seu filho Luke. Como não conseguia criar um nome para o personagem (será que eu já vi isso em algum lugar?) ele juntou a letra M na ficha (que representava Male – ou masculino) com a palavra Elf (que representava a raça do personagem) e criou o nome. Empresta seu nome para magias como Flecha Ácida de Melf.
  • Rary – Mago de baixo nível criado por Brian Blume e jogado somente até atingir o 3º nível. Seu nome está nas magias Realce Mnemonico de Rary e Vínculo Telepático de Rary (mesmo que ele não pudesse usar nenhuma dessas magias!).
  • Otto – Assim como Bigby, era um NPC (non-player character) vilão que, ao ser derrotado por Tenser e Robilar, passou a servi-los. Acompanhou Robilar em muitas aventuras até sua morte no Temple of Elemental Evil. Tem magias com seu nome como a Dança Irresistível de Otto.
  • Círculo dos Oito – Quando os personagens de Gygax nas campanhas de Greyhawk atingiram poder suficiente para rivalizar qualquer exército e nação, ele juntou os oito em um único grupo: Mordenkainen (Mago), Yrag (Guerreiro), Bigby (Mago), Rigby (Clérigo), Zigby (Anão), Felnorith (Elfo), Vram & Vin (Elfos). Essa era a formação original do Círculo dos Oito, cujo centro de operações era a Cidadela de Obsidiana.

O cenário, por sua vez, e sua história passam por várias “eras’ ou épocas que refletem cada uma das versões do D&D e seus suplementos.

No início do mundo de Oerth, ele era bastante parecido com a Terra e sua contraparte medieval. O primeiro vislumbre de Oerth aconteceu oficialmente em 1976 com o lançamento de romances como The Gnome Cache ou Quag Keep e em matérias da revista Dragon, todas escritas por Gygax. Após esse período, e principalmente no início da década de 80, diversos suplementos começaram a ser escritos e lançados pela extinta TSR e que sumarizavam o mundo de Greyhawk. Finalmente, em 1980 foi criado o “compendium” que iria reunir diversas informações em um único lugar: o World of Greyhawk Folio.

Até certo ponto podemos dizer que essa representou a primeira “Era” de Oerth, com um mundo em plena expansão, em um processo de criação constante e inspirado. O desenvolvimento da geografia de Oerth também se iniciou nessa época, quando Gygax abandonou a idéia de um mundo semelhante ao nosso e começou a desenvolver novas referências e novos elementos a serem inseridos nesse mundo.



Geografia de Oerth.

Com o objetivo de tornar o cenário bastante versátil, a geografia de Oerth permitia que diversos tipos de terrenos e climas convivessem em proximidade (como desertos, selvas e regiões árticas muito próximas umas das outras).

O continente principal do mundo, dentre os quatro existentes, era Oerik, e o Castelo Greyhawk foi posicionado estrategicamente no centro do mapa e o mundo como o conhecemos começou a ser criado.

Novas regiões, condados e cidades foram criadas em Oerik, conforme ele era desenvolvido e suplementos eram lançados:

  • Flanaess – parte mais oriental do continente de Oerik, foi palco da maioria das aventuras criadas em Greyhawk e continua como o foco central do cenário. Possui diversos reinos, principados e cidades como:
  • Baklunish Basin – parte noroeste de Flanaess, é atualmente tudo o que sobrou do antigo Império de Baklunish e compreende as nações de Ekbir, Ket, Tusmit, Ull e Zeif, assim como Planícies de Paynims e os Nômades do Tigre e do Lobo.
  • Império de Iuz – formado por pura maldade e regido por uma ditadura Teocrática onde o Deus Iuz é a figura que mantém todo o poder, esse império representa o local de onde a maioria das ameaças de Oerth surgem, e fonte de grandes e épicas aventuras.
  • Península de Thillorian – também conhecida como Rhizia no Idioma Gelado, é a porção nordeste do continente e é conhecida por ser o berço das nações do Gelo, do Frio e os Bárbaros da Neve.
  • O Mar de Poeira (Sea of Dust) – consiste em um vasto deserto de pó e cinzas cercado por cadeias de montanhas por todos os lados: Sulhauts no norte, Hellfurnaces no leste e Tyurzi no sul.
  • Vale de Sheldomar – terra fértil e vasta ao sudoeste de Flanaess, tem seu nome graças ao Rio Sheldomar, o maio existente, e consiste nos reinos de Bissel, Geoff, Gran March, União dos Príncipes do Mar, os Estados de Ulek, o Vale do Mago e Yemanry.
  • Grande Reino – ou Grande Reino de Aercy como era conhecido, refere-se a um extinto Império de Flanaess que teve proporções diversas ao longo da história.
  • Domínio de Greyhawk – é o nome das terras que são controladas pela Cidade Livre de Greyhawk. No ano de 591 CY consiste na cidade em si, assim como a cidade de Hardby, o vale do Rio Selintan, grande parte das Colinas Cairn, a parte norte da Costa Selvagem (incluindo as cidades de Narwell e Safeton) e partes da Floresta Gnarley e Abbor-Alz.

Entre 1978 e 1987, a TSR publicou mais de 30 aventuras diferentes para esse cenário, incluindo clássicos como Temple of Elemental Evil e Scourge of the Slave Lords. Essa com certeza foi a “época de ouro” do cenário e atraiu muitos jogadores e novidades.

Após 1987, e cenário teve uma queda bruca quando a TSR e o público em geral passaram a dar muito mais atenção para outro cenário de D&D, que despontava então como o mais completo e versátil: Forgotten Realms (acalme-se jovem aventureiro, pois falaremos em breve desse cenário também!) e progressivamente um volume menor de suplementos de Greyhawk eram publicados.

Para mudar esse cenário de queda, em 1991 a TSR lançou então a caixa Wars of Greyhawk, seguido por From the Ashes já no ano seguinte. Ambos os lançamentos detalhavam uma guerra de proporções épicas que atingiria toda Flanaess, colidindo as forças do bem e do mal em uma batalha pelo destino de Oerth. Mesmo com todo esse esforço, no ano seguinte a TSR voltou a cancelar a linha, para tristeza geral dos fãs.

Greyhawk iniciava seu declínio, e muitos acreditavam que não teríamos mais as fantásticas aventuras em Oerth.



No entanto, com a compra da TSR pela WotC (Wizards of the Coast) em 1998, uma nova tentativa de reviver Greyhawk foi realizada. O cenário já não era o grande foco da editora (que nessa época direcionava todos os esforços para Forgotten Realms e Eberron) mas mesmo assim o livro Greyhwak: The Adventure Begins foi lançado nesse mesmo ano, avançando a linha do tempo de Oerth em seis anos e iniciando uma seqüência de livros e suplementos que voltariam a detalhar o cenário.

Parecia que o cenário estava finalmente de volta!

Hoje ficaremos por aqui, mas na próxima semana encerramos a nossa grande viagem por Oerth e Greyhawk, contando um pouquinho mais sobre o final de sua fantástica história, sobre o projeto Living Greyhawk, a morte de seu criador e muito mais!

E aí? Gostou do que leu? Não gostou? Quer comentar?

É isso aí! Comente e mostre a sua opinião! Old School ou não, o importante é participar e contribuir para conhecermos cada vez mais sobre o nosso hobby favorito!

Boa diversão!

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