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O papel do profissional do RPG: a Cruz ou a Espada?

Salve, aventureiros! Todos que me conhecem sabem que meu papel aqui é escrever resenhas e notícias mais próximas ao mundo de jogos, sej...

Salve, aventureiros!

Todos que me conhecem sabem que meu papel aqui é escrever resenhas e notícias mais próximas ao mundo de jogos, sejam de tabuleiros ou não. Mas os acontecimentos do começo desse ano me fizeram parar, pensar e deixar de lado os posts sobre jogos para trazer uma pergunta para vocês: 

Afinal, qual o papel do profissional do RPG?




Essa semana (ou foi semana passada? bem, who cares...) vi um post em um dos sites de notícias de rpg mais famosos que me desagradou muito: uma crítica ferranha contra o Tormenta RPG. Na verdade, era um post atacando os autores de TRPG, mas ele estava disfarçado de "crítica imparcial". Mas calma! Abaixem suas armas, pois não sou um fanboy do Trio, então não vim defender o mundo de Arton. 

Bom, se você sabe do que estou falando, ótimo. Caso contrário, faça um teste de procurar no google. DC 10. Achou? Beleza, então continue lendo.

Eu já escrevi Bestiários para diversos blogs, já fui redator de outros e atualmente sou da equipe RPG Vale, editor da Diablo 3 Brasil, editor do Mundo das Trevas Brasil e redator do RPG Terra Devastada. Ou seja, eu sou um profissional do RPG. Mas se você que está lendo isso escreve pra algum blog de RPG ou é até mesmo dono de algum grande portal, autor de romances ou algo do tipo, você também é profissional de RPG!

"Mas porque você está falando isso, Thiago?"

Calma, Padawan, vem comigo!

O cenário do RPG no Brasil é complicado. Temos poucas editoras tentando trazer títulos legais, temos apenas UMA revista especializada no ramo e um público mais de nicho. A televisão (e alguns jogadores também!) não contribuem para que o jogo se torne popular e só agora o RPG está sendo reconhecido como um JOGO, assim como Monopoly ou qualquer outro. Ou seja, a coisa é difícil.

"Mentira! Mentira! Eu pesquisei no google e achei milhões de blogs brasileiros sobre isso!!!!!1"

Sim, jovem, existem infinitos blogs sobre isso. E sabe o que acontece quando você, que mal conhece o RPG, tenta usar o google pra procurar algum bom site para ler e entender do assunto? É como beber água... DE UM HIDRANTE! A enxurrada é tão grande, que é mais fácil você se afogar do que matar a sede.

E é exatamente por isso que nós, blogueiros ou autores de rpg temos um papel fundamental nesse assunto, principalmente que escreve ou administra sites grandes. Porque somos nós que vamos guiar nossos amigos para o que é "cool" e o que é "não-cool", somos nós que construimos a imagem do cenário brasileiro e somos nós que estamos com a bola na mão, querendo ou não.

"Grandes poderes, grandes responsabilidades..."

O caso "SITE DE RPG" x "Trio Tormenta" me deixou de boca aberta. O papel do crítico/escritor não é atacar desvairadamente outro escritor só porque algo o desagradou. Todos querem que o RPG seja reconhecido e cresça. E aposto que todos ficam felizes quando são reconhecidos como profissionais do RPG, certo? Eu, pelo menos, fico muito feliz quando vejo meu trabalho ser reconhecido. Mas a palavra é exatamente essa: TRABALHO. E, como todo trabalho, ele vem acompanhado de algo chamado "ética".

A internet criou essa "liberdade de expressão" e nos tornou livres para escrever e falar o que quiser, sem grandes preocupações. Mas não gostar de determinados títulos é uma coisa. Podemos escrever e ler resenhas positivas ou negativas a qualquer momento. Críticas, como todo escritor sabe, são construtivas. Sempre que vejo uma crítica sobre o meu livro eu fico feliz por poder ler e ver no que errei e o que posso mudar. Mas há grandes diferenças entre criticar, apontando erros e expondo um ponto de vista; e atacar a ferro e fogo um (ou vários) autores, dizendo que eles "falham" como autores e outros argumentos que são mais fracos que um Kobold com hemorróidas.

"E agora? Quem poderá nos defender?"

A questão vai além do certo e errado. Pensar bem antes de criticar a ferro e fogo um concorrente ou companheiro de profissão é essencial. Se o mercado de RPG afundar, tanto eu quanto você vamos fracassar. Se ninguém mais se interessar pelo hobby, então todos teremos falhados como autores, escritores e sei lá mais o que, certo? Afinal, estamos todos no mesmo barco!

Gostaria que vocês, leitores da RPG Vale, escritores e autores pensassem nisso. Não quero defender Tormenta nem atacar o outro blog. Quero sim, defender a ética e o profissionalismo que todos nós, profissionais do ramo, devemos ter.

Afinal, gosto é que nem D20: cada um tem o seu e ninguém gosta de usar o do amigo.

Cheers!
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