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DECISIVO E CRÍTICO #09 Por que Heroes perdeu a graça

Que semana agitada para a blogosfera RPGista. Muitos lançamentos e “causos” fizeram a twittosfera tremer. O mais aterrador foi um post sobr...


Que semana agitada para a blogosfera RPGista. Muitos lançamentos e “causos” fizeram a twittosfera tremer. O mais aterrador foi um post sobre tormenta que mereceu um artigo próprio aqui no blog. http://bit.ly/dNwuSE
Além destas discussões rolou uma aura oldschool meio nostalgica sobre roteitos, roleyplay e interpretação. Foi então que me veio um ótimo exemplo para falar mais sobre isso: O Seriado Heroes - um aviso: este post contém muitos spoillers.

Para quem não conhece a série foi criada por Tim Kring e fala de pessoas comuns com poderes extraordinários. O impacto da existência de cada uma dessas pessoas na sociedade humana é muito grande e a responsabilidade de como usar os seus talentos pode fazer uma grande diferença.

Heroes tinha tudo para dar certo, desde um roteiro baseado em HQs, até as estratégias de divulgaçõa sob a forma de transmedia storytelling, que fizeram muito sucesso.
Aliás não tenho nada a reclamar da primeira temporada, foi perfect... com um rítimo alucinante e acontecimentos fantásticos ela intrigou e prendeu muita gente na frente da poltrona. Por isso ganhou vários prêmios e foi aclamado pelas críticas, mas ele cometeu um erro gravíssimo no final, parecido com o que muitos mestres fazem as vezes.
Se você se lembra bem os dois personagens principais da série ( Peter Petrelli e Sylar ) ficam tão poderosos ao longo da temporada, que no último episódio acabam explodindo e quase destruindo metade da cidade. Aí foi foda pra continuar o roteiro, se os caras chegam no level Goku no primeiro ano, o que vem depois?


Os caras apagaram a mente do Peter e arrancaram todos poderes do Sylar e resolveram o roteiro. Imaginem o transtorno que isso causaria em sua mesa de RPG, e o desânimo de continuar jogando. No caso de Heroes essa situação foi agravada pelo fato dos roteiristas de Holywood entrarem em greve. No lugar dos 24 episódios previstos foram produzidos apenas 11.
O Sylar parece o queridinho do mestre, nunca morre. Já comeu muito cérebro na primeira temporada, perdeu os poderes e levou uma surra, mas não aprendeu a lição e se mantém vivo e atuante até os dias de hoje.
Nathan Petrelli também é outro que parece não ter se decidido. É muito evidente que o cara tem tendências megalomaníacas, mas nem a explosão do irmão na primeira temporada tirou a sede de poder do cara.
Heroes parece ter perdido a “noção da campanha” e muita coisa ficou enrolada ou não evoluiu como o Hiro (Que mesmo falando em Japonês ou Chinês era meu personagem preferido). Assim como eu, muitos devem ter criado grandes espectativas com relação a ele, quando o Hiro do futuro apareceu over power apelão, mas a verdade é que mesmo na terceira temporada ele ainda não tinha total nem (aparentemente) parcial controle dos seus poderes.

Já cansei de esperar o seriado engrenar, hoje perdeu a graça. Se alguém fosse mestrar Heroes teria sérios problemas por conta desses desfechos.
decisivo e crítico 1074499516045127888

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