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Animais não são jogadores mortos.

Em vários sistemas e cenários do RPG é possível “ comprar ” ou começar a campanha tendo um animal como aliado. Eles podem prover muitas van...


Em vários sistemas e cenários do RPG é possível “comprar” ou começar a campanha tendo um animal como aliado. Eles podem prover muitas vantagens como carregar o peso que o personagem levaria nas costas, aumentam a velocidade de deslocamento e até podem atacar inimigos, mas em muitos casos isso acontece de forma automática e irreal. Por mais que um RPG seja fantasioso os animais também são seres vivos no mundo aonde se passa a história e isso faz com que lidar com eles não seja algo tão fácil como é em MMORPGs. Saiba como utilizar esse elemento para enriquecer a roleplay do seu jogo.

Para começar ter um animal como estimação requer alguns tratamentos especiais, afinal ele concede muitas vantagens, mas também necessita de atenção:
Muitos jogadores deixam de alimentar seus aliados, como se ele fosse um robô... mesmo no MMORPG a falta de comida faz o animal morrer - lógico que em um RPG de mesa isso poderia ser diferente: O animal poderia encontrar outro dono e se tornar seu rival.
Além da frequência você deve ficar atento com o tipo de alimento que ele precisa. É muito bacana ter um tigre branco com armadura para guardar sua espada e escudo, mas imagina a quantidade de carne que ele deve comer por dia - um tigre siberiano por exemplo chega a digerir 25 KG por noite. Você teria que ser um Lord para bancar tudo isso. Está certo de que (naturalmente) o animal poderia caçar, mas você lembra de deixar ele fazer isso toda aventura? É melhor começar a reparar nisso.


Outro fator que deve ser relevado (pelo narrador e pelo jogador) é o temperamento do bicho. Por mais que sua ligação com ele seja mágica, não podemos esquecer que ele tem seus hábitos primitivos e precisa se exercitar, se divertir, ter atenção e até socialização com outros de sua espécia - imagine a frustração de passar anos sem encontrar uma alma penada parecida com a tua. O Próprio j´onn j´onzz já teve suas crises por isso na liga da Jutiça.
Agora, quanto mais selvagem for o seu aliado, mais forte seu instinto animal vai ficar exposto.
Se você escolhe um animal com hábitos noturnos, ele sentirá um incomodo muito grande se precisar caçar ou lutar durante o dia... o mesmo aconteceria com um bicho selvagem que não se sente bem em meio a multidões. Contrariar seus hábitos é um tipo de tortura mental, por mais que ele tenha uma certa devoção contigo, ao longo do tempo sua frustração pode se tornar raiva e ele pode adiquirir um temperamento agressivo e incontrolável.


Além de tudo isso um animal precisa de um líder e o fato de você ser o dono não o torna líder. No seu bando ele era comandado por alguém com segurança, inteligência (na medida deles) e força. Muitas vezes ele seria esse líder do bando, então para ter confiança no seu dono ele precisa sentir todas essas características em você. Em termos de jogo um dos fatores que eu costumo relevar é o nível, aonde um animal de pequeno porte só se apega a um player que tenha no mínimo 3 levels acima.
O mestre pode levar em conta as atitudes da personagem, pois tudo isso é observado de perto por seu companheiro. 
Um personagem solitário não se daria muito bem, por exemplo, com um gorila de estimação, pois essa espécie exibe um senso de grupo enorme, algo que é essencial para sua sobrevivência na selva. Para facilitar, procure sempre um aliado com hábitos compatíveis com os que você pretende (solitário, agressivo, gosto pela liberdade, esperto e fraco em combate).

Isso mostra, como é uma responsabilidade grande ter um aliado desse tipo, mas não diminui os bnefícios. Mesmo que seja trabalhoso, ter algum “lobo cinzento selvagem com garras de prata” ainda é garantia de diversão por muitas horas, além de intimidar qualquer oponente.
Dicas de mestre 1424254344787088255

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