Jogando com Anti-heróis


Uma das classes mais famosas do universo rpgista é, sem dúvida, o “anti-herói”. Um ser misterioso, políticamente incorreto e cheio de querer sair na porrada com quem encontra pela frente. Esse perfil é muito fácil de encontrar em vários animes ou filmes e, muitas vezes, acaba fazendo mais sucesso do que o próprio herói da história. Bom já que é assim, vamos falar um pouco de como adaptar uma personagem assim para o universo rpgista.


A figura do Anti-herói não tem um surgimento definido por datas ou períodos, tendo em vista que muitos personagens antigos de histórias como o “Médico e o Monstro” poderia ser retratado como um, em certo ponto de vista. Basicamente, quando alguém que tenha atos heróicos não segue exatamente o perfil politicamente correto, ele é considerado um Anti-herói.
Podemos citar como exemplo, clássico, o grande Tony Stark, o Homem de Ferro. Além de magnata exibicionista o cara ainda mantém problemas de alcoolismo e adora uma noitada cheia de festas e garotas... com certeza o Clark tem muito o que aprender com esse Stark. Apesar de tudo isso o Homem de Ferro ainda salva o mundo nas suas horas vagas.

Uma das características mais marcantes do anti-herói é o egocentrismo, aonde os motivos para boas ações estão concentradas em seus motivos pessoais. Um personagem desse género nunca salva outros a menos que isso interfira em algo para sí mesmo. O próprio Vegeta, representante muito expressivo da classe dos “AH”, ajudava Goku e pelo simples propósito de querer ser o único a derrota-lo em uma luta.
Essa não preocupação com os outros faz desse tipo de herói um ser brigão, sem medo de regras e dogmas. Com hábitos nada saudáveis e incorretos perante a sociedade tradicional.
O mais importante é que um anti-herói não nasce assim, ele se torna por motivos variados, que vão desde maus tratos, infância interrompida ou por sua situação econômica e social.
 Quem conhece a história do Avatar Aang vai lembrar por que Zuko havia se transformado naquela pessoa rude. Então se você pretende encarar uma campanha com um personagem assim, desenvolva um background bacana para ele, com motivos fortes e bem articulados, depois disso vai ser fácil interpreta-lo.
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About Ale Santos

Storyteller, escritor de SCIFI,  Dark Fantasy e Designer de Narrativas para Board Games.  Um dos autores da Storytellers Brand'nFiction.  Editor do premiado blog RPG Vale, conhecido como @O_RPGista 
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