RPG, Rituais e mortes


Não é incomum rpgistas da década de 90 ouvirem calúnias do tipo: jogo do demônio ou do coisa ruim, quando falavam do RPG.
A questão é, que muitos dos títulos preferidos pela galera envolvem cenários aterradores e temas bastantes obscuros. Por isso existe a classificação etária, que talvez não funcione para livros que não são tidos como pornográficos ou acabam sendo um atrativo a mais para o livro, ser classificado como “perigoso”.

Então entram em cenas uma geração de garotos fascinados por perigo e por transgredir as regras sociais. Eles se vestem de nomes como emo, góticos, punks ou qualquer outro grupo social que acaba achando no RPG um elemento que os aproximem do misticismo: Os Rituais.
Em todas as grandes nações, eles existiram para aproximar a divindade do homem e até hoje se tornaram importantes para a manutenção da cultura e do convívio social, mas também carregam consigo um estígma de ser algo maligno e tenebroso - tudo o que jovens inconsequentes precisam para serem notados.


O RPG é um jogo completamente lúdico, que envolve a pessoa em um mundo de aventuras fantásticas... o seu lado bom é que isso estimula a criatividade, paixão pela leitura e muitas outras coisas. O Lado ruim é, que, como tudo na vida em excesso pode ser prejudicial, principalmente se você for uma criança sem personalidade ou com problemas sociais. Imaginem viver em um mundo dentro da sua própria cabeça, com rituais para libertar demônios e proteger-se de vampiros - basicamente a mente de um psicopata.

Mas, não pode-se culpar o Role Playing Game por isso, afinal várias outras maneiras de despertar nosso Homo Ludens, poderia causar o mesmo efeito (filmes, livros, músicas ou mesmo internet). Pena que a mídia massiva não compartilha desta idéia, afinal sempre julgou e no final quem defendeu nossa classe foram os blogs e sites da nossa esfera. (RPG inocente)

Nós também devemos fazer o nosso papel, como mestres e blogueiros: O RPG é uma arte que pode ser perigosa em mãos descuidadas, portanto nem todo mundo deve aprender de tudo. Respeite a classificação etária, se ela existe é por algum motivo que protegerá as crianças de conteúdos impróprios para sua mente sem poder de discernimento. Há sim, suas exceções... saiba separa-las.
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About Ale Santos

Storyteller, escritor de SCIFI,  Dark Fantasy e Designer de Narrativas para Board Games.  Um dos autores da Storytellers Brand'nFiction.  Editor do premiado blog RPG Vale, conhecido como @O_RPGista 
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