A procura da referência esquecida

Por mais que não gostem ou não acreditem as evoluções tecnológicas foram um divisor de águas para muitos jovens e crianças criando um novo perfil de RPGista.



Lembro-me bem, dos tempos em que um mestre pegavam suas revistas com dicas de sistemas e personagens, sentava em uma mesa ou em sua cama e passava algumas horas pensando em sua aventura. Este é o que posso chamar de "Rpgista Clássico".

Até eu, passava horas todo os dias da semana mergulhados em uma enciclopédia retirando os pontos mais interessantes da história ou geografia de um país para enriquecer meus roteiros. Quem tinha mais facilidade para ilustrações usava seu tempo criando mapas e desenhando os personagens principais do jogo.


As referências eram talvez não tão ricas quanto as de hoje, mas nosso aprofundamento no assunto era bem maior. Livros, revistas, músicas, filmes ou qualquer coisa que podia ser referência era muito bem estudada.

Com todas facilidades do advento da internet e mesmo a facilidade de obter informação isto parece ter se perdido um pouco (na verdade acho que muito).

Encontramos muitos jovens e crianças que se autodenominam RPGistas e que na verdade são players de MMORPG - não estamos aqui para questionar se são ou não, mas percebe-se que o envolvimento diminuiu.

O RPG é uma forte ferramenta de desenvolvimento da curiosidade e do hábito de ler por esta cultura que ele tinha muito forte de ser necessário embasar suas campanhas.

Hoje tem tudo na web, aventuras, mapas , personagens, adaptações e tudo oq ue for necessário para qualquer um montar um grupo. Por um lado isso é importante para a divulgação do hobbye. Este novo perfil de Cyber RPGistas, rpgistas de lan house, acabam ncorporando aqueles que ainda jogam os sistemas de mesa ou de folha e os hábitos já não são os mesmos. Eu ainda procuro para meu grupo jogadores que gostem de estudar as aventuras, mas será que isso ainda é tão importante? O que acham?
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About Ale Santos

Storyteller, escritor de SCIFI,  Dark Fantasy e Designer de Narrativas para Board Games.  Um dos autores da Storytellers Brand'nFiction.  Editor do premiado blog RPG Vale, conhecido como @O_RPGista 
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4 disqus:

  1. Novos tempos, novas juventudes. Mas isso não significa que essas novas juventudes não façam suas pesquisas profundas, além do que são outras referências.

    Gilson, jogador e pesquisador das juventudes

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  2. O que vemos muito hoje na verdade, são que os novos RPGistas possuem tudo na mão, sistemas, livros, contos, aventuras prontas, cenários, entre outras informações que para nós que vivenciamos o RPG em outra época não existiam, fora o fato do RPG antigamente ser adotado ate como uma cultura de magia negra e não possuia muita aceitação na sociedade. Ou seja, pra que eles irão ter todo o trabalho que tínhamos, esta tudo disponível na internet!

    Eles que aproveitem, não banalizem, e nem comparem um jogo OnLine com o de mesa, onde nos RPGistas na maioria dos casos criamos realmente uma personalidade viva de um determinado personagem!

    Sou adepto dos novos RPGistas, mas os mesmos devem compreender a responsabilidade de como irão passar esta cultura adiante!

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  3. aew uma das melhores partes de ser mestre é montar uma aventura, pesquisar coisas,ler muito...pou faz mais de meses que eu num jogo RPG entretanto nunca perdi o habito de ler revistas e pesquisar sobre histórias e reinos.\m/

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  4. Nenhum RPG Online vai superar o prazer de se jogar uma partida de mesa, não há sentimento .... Já joguei partidas em que jogadores sairam chorando da mesa devido a emoção da cena. Duvido que isso vá algum dia acontecer com o RPG Online.
    Além disso, creio que o grande prazer do mestre é CRIAR uma aventura/campanha em que todos se divirtam e para isso ele (o mestre) deve estudar muito ainda... seja qual for a midia em que ele busque essa informação, sou totalmente a favor da globalização de informações e do acesso de todos a essas informações, cabe ao mestre filtrar e tratar todas essas informações.

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