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O Senhor das Sombras

No mês de Maio o escritor Leandro Reis "Radrack"  vai lançar o livro O Senhor das Sombras" e nós do blog RPG Vale, claro, não...

No mês de Maio o escritor Leandro Reis "Radrack" vai lançar o livro O Senhor das Sombras" e nós do blog RPG Vale, claro, não poderíamos deixar de prestigiar o acontecimento. Segue o Trailler e o prólogo de sua nova obra.



Prólogo

A porta da velha cabana abriu violentamente. A luz vermelha do pôr do sol invadiu a pequena sala, assim como parte dos outros aposentos, revelando seu macabro interior. Uma velha deformada, com cabelos emaranhados, ficou à porta observando o local. Procurava alguém.
Passou os olhos pela sala. Ao meio, havia uma mesa de madeira barata, cercada por ossos de pequenos roedores e de pássaros. Um corvo, morto há pouco tempo, encontrava-se pendurado e seu sangue gotejava no centro da mesa, que ostentava algumas pedras metálicas, verdes e azuis, em conjunto com pequenos crânios, todos dispostos de maneira peculiar. Nesse centro, repousava a última peça daquela intrincada formação: o crânio de um gato banhado pelo sangue do corvo.
A velha apoiou-se com as mãos no batente e deu um passo adentro para examinar melhor à esquerda. Seus dedos eram delgados e longos e suas unhas amareladas faziam curvas que a impediriam de fechar a mão. Algumas cestas com pequenos frutos estavam próximas à cortina vermelha e negra que servia como porta para o seu aposento predileto. Sabia, porém, que quem procurava não estaria lá, pois era disciplinada o suficiente para não entrar em um local proibido.
Ela estreitou os olhos leitosos, um deles, completamente coberto por uma camada de líquido viscoso. Sorriu finalmente, exibindo os dentes podres, ao olhar à direita e ver, no monte de palha no chão, a pequena menina dormindo com um livro imenso sobre o peito.
- Iallanara! - gritou com sua voz estridente. A criança levantou-se imediatamente, os olhos arregalados e o coração disparado. Ao ver o susto que a jovem tomou, a velha gargalhou com gosto.
Iallanara Nindra baixou a cabeça e permaneceu parada, de mãos juntas, olhando para o chão. A menina de sete anos vestia um saco, outrora abrigo de batatas, preso por uma corda feita de folhas da Floresta do Tormento. Sua pele clara destacava seus cabelos ruivos, que, mesmo sujos, pareciam estar em chamas. Seus olhos verdes tinham o brilho apagado pela tristeza e pelo sofrimento e, na testa, trazia o que a tornava especial: um pequeno rubi losângico que parecia fazer parte de seu crânio, pois ali estava desde que nascera e dali não podia ser removido, apesar das tentativas da velha.

Continue lendo este prólogo no blog oficial http://www.grinmelken.com.br/docs/Amostra_PrologoLivro1.pdf

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