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Entrevistas - Criadores do Tropa D20

Somos da geração Dragon Ball (o original, antes do Z), quando o AD&D ainda estava em alta, então praticamente crescemos vendo mudanças ...

Somos da geração Dragon Ball (o original, antes do Z), quando o AD&D ainda estava em alta, então praticamente crescemos vendo mudanças

Na nossa linha de entrevistas esta semana postaremos nosso papo com os criadores do "Tropa D20". Vamos conhecer mais essa galera. Boa leitura.

Bom, meu nome é Arthur Moreno Milan Parreira, e sou de Londrina, Paraná. Sou ilustrador (desenho desde pequeno, hobby que virou profissão) e aficionado por fantasia e ficção científica.

Alain: Sou de São Paulo, da capital paulista, mas moro no Paraná desde os dez anos. Escrevo e desenho, mas mais escrevo do que tudo, e sou um fanboy inveterado de quadrinhos e filmes trash. Mas falando sobre RPG...


Arthur: Que é o que importa, na verdade...

Alain: ...Comecei jogando sério Defensores de Tóquio. Já conhecia D&D de vista, mas só fui entrar na dungeon de cabeça quando um amigo nosso, Emílio, o Jovem Mestre, apareceu com uns livros de AD&D embaixo do braço, e um guia de Toril, o cenário de Forgotten Realms – que é bem o que a gente zoa em Tropa D20. Daí o Arthur entrou numa dessas campanhas.Logan Ravenger, meu guerreiro megalomaníaco, trombou com o mago elfo dele, e saímos em aventuras. Eventualmente o mago dele morreu – claro –, mas continuamos amigos.

Arthur: Até então eu só jogava Vampiro (que, ao meu ver é um “crepúsculo” na adolescência de cada um – entendam como quiserem!). *risos*

Alain: E essas campanhas duraram três anos, três bons anos.

Arthur: As campanhas na mesa do Emílio, O Jovem Mestre, foram essenciais para eu conhecer outros sistemas, cenários e afins. Meu mago elfo, chamado de Alderan (que criativo!), morreu mesmo, o que foi bom. Desde então nunca mais joguei, só mestrei.


 Você é fã de anime e RPG desde quando. fale um pouco da relação disso com vocês?


Arthur: Bom, conheci animes a parti do Cavaleiro dos Zodíaco, na extinta TV Manchete. A partir daí nunca parei de assistir desenhos ou ler quadrinhos. Conheci o RPG – pasmem – por meio do meu pai, que me incentivou ao hobby (ele não tinha idéia do monstro que tava criando!).

Alain: Somos da geração Dragon Ball (o original, antes do Z), quando o AD&D ainda estava em alta, então praticamente crescemos vendo mudanças. Acho que pegamos uma boa fase. Vimos o retorno do D&D, cara. Nossos livros foram assinados pelo próprio Monte Cook, coisa rara se conseguir se fosse antes. Já o anime, acho foi uma influência menos importante pra mim. Pra nós dois, eu acho.

Arthur: Deixei de ser um otaku há muitos anos (passado negro, desvantagem de -2), mas com certeza a bagagem disso reflete nos desenhos e criações até hoje. Mas para ser bem sincero, sou bem mais RPG e Comics. Hoje dedico minha leitura em HQs e livros, boa parte deles de ficção. No RPG, não passei de alguns playtests para o Crônicas de Avalon. Também ilustrei a capa de um capítulo para os livros do Tagmar II.

Alain: Eu sempre fui mais dos livros, por insistência do meu pai, e escrever tem sido meu hobby desde que eu me lembro. Escrevi e ajudei a escrever vários suplementos pra Daemon e pra 3D&T, mais umas poucas coisas pra d20, e sempre achei muito divertido poder elaborar e depois jogar o que escrevi.
3 Fale um pouco sobre seu trabalho com o Tropa D20 e quais seus outros projetos. (maiores projetos, projetos atuais, projetos futuros)

Alain: O origem de Tropa D20 foi engraçada. Estávamos trabalhando numa convenção, eu e o Arthur, em alguma coisa do governo se não me engano, servindo café e tal, e conversando. Naquela época estávamos afundados na onda do Tropa de Elite. O filme nem tinha saído ainda mas o mercado paralelo estava lá pra dar uma prévia. Aí, numa dessas, um de nós cantou “tropa de liches, osso duro de roer”. Na hora caímos na pira de um grupo de mortos-vivos sendo treinados nossos ossos do ofício... Achamos hilário.

Dias depois nos reunimos e começamos a ter outras idéias, mudar o cenário pra algo parecido com as nossas vidas, englobando algumas das experiências que a gente já teve com o RPG e algumas piadas que a gente bolava na hora. Vimos o filme inteiro pelo menos cinco vezes, fala por fala, uma piada por fala. Até elaborei as paródias pras músicas, algo que fazemos já tem anos. Tentamos fazer um filme, mas a falta de tempo atrapalhou. Lançamos o roteiro pronto, imitando a quarta edição que tinha vazado, mas, por incrível que pareça, os rpgistas acharam que o conteúdo era mesmo roubado e não deram muita bola. Transformei o roteiro em livro e lançamos a versão final.

Não escrevemos mais nada juntos desde Tropa D20, por vários motivos, mas acho que mais por incompatibilidade de horários. Tenho trabalhado em outras histórias pra minha futura editora de livros e hqs, e de vez em quanto escrevo prum possível cenário de RPG online, uma idéia meio doida pra falar a verdade, sobre filósofos e sábios que entram em debates ao invés de combates, e quanto mais bem elaborado os argumentos forem construídos, melhor é a teoria defendida. Mas não sei, vamos ver o que vai virar, provavelmente outros livros virão primeiro.

Arthur: Bom, é o que o Alain disse: piada que surgiu no evento, piada que virou paródia e paródia que a gente pensou que ia virar sucesso nacional. Mas o que importa é que foi divertido!

Atualmente, juntamente com 2 sócios, toco uma empresa de jogos chamada RedFoot. Atuamos na área de ferramentas interativas e arte, sendo ilustrações, modelos 3d, animações e jogos em geral. Atuo, nas poucas horas vagas (que são matematicamente inexistentes!) como ilustrador freelancer.

Também estou naquela “corrida dos goblins” de todo mundo que já foi mestre já fez parte: escrever seu próprio cenário! É claro, é mais um passatempo do que um projeto mesmo, mas quem sabe ele não vinga? Me inspiro em projetos como GURPS, Eberron e Pathfinder, que realmente, na minha singela opinião, chutaram alguns rabos no mundo rpgístico.

A longo prazo também planejo dominar o mundo e proclamar o meu Império da Dor, mas isso são planos futuros! (risos)

Tem alguma dica para quem quer começar com um projeto desse porte como você?

Alain: Escreva, escreva rápido, não deixe as idéias fugirem da sua cabeça. Se o seu caso for humor: a gente faz milhares de piadas todos os dias, e ouve e vê e pensa em outras milhares de coisas engraçadas, então há sempre o que se aproveite. Se você quiser apenas escrever uma história, seja qual for o tema, goste de escrever. Encontre um método que funcione. O meu é escrever sobre vários temas diferentes, um pouco de cada vez – me distraio fácil e tenho idéias variadas, então funciona comigo. Tome seu livro como uma prioridade e o considere assim. Escreva, depois reescreva se for preciso. O Tropa D20 foi bem isso; copiar todas as falas, reescrevê-las, as cenas, transformar em roteiro, e, no final de tudo, em livro. Parece trabalhoso, mas se você souber o que está fazendo e o que quer ter no final, vai conseguir reconhecer o processo e ter orgulho de si mesmo quando terminar.

Arthur: Acrescento ao que o Alain disse sobre escrever rápido: Com a crescente popularização da internet, boas idéias não é algo que você vai ter exclusividade por muito tempo, e originalidade é outra coisa que é cada vez mais difícil! Quando você pensa que inovou, entra em um blog sobre tecnologia ou entretenimento e vê que um maluco na Micronésia já está ganhando dinheiro com isso. Inove, essa é minha dica, e inove rápido. Afinal, você não quer criar MAIS um drow que luta com duas cimitarras, quer?

Além disso, é a velha história: trabalhe no que quer, busque seus sonhos e blábláblá. Não pense pequeno, pois já tem muita gente que faz isso. Mas seja realista, não sonhando com algo que está fora da realidade NO MOMENTO. Planeje etapas que alcancem algo maior e é isso que eu tenho a dizer sobre isso.

Arthur - Portifólio (desenhos e emails para contato): www.grimorioilustrado.deviantart.com

Alain – Site (artigos e variedades) www.naoleia.com.br
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