A Dramatização no ensino

O simples conhecimento Iivresco, que tanto assusta os alunos e frustra professores, dificilmente encontra uma morada longa nos estudantes após a realização das provas. O aluno não conhece uma maneira que o faça lembrar por muito tempo de assuntos que não Ihe foram úteis, ou que não possam ser vivenciados.
Uma criança é advertida por diversas vezes a não mexer no fogo. E o que acaba acontecendo? A criança mexe no fogo, queima a mão, e só então aprende a não mais mexer mais no fogo. Por que, em alguns instantes, ela aprende o que se Ievou muito tempo tentando explicar?
O simples conhecimento Iivresco, que tanto assusta os alunos e frustra professores, dificilmente encontra uma morada longa nos estudantes após a realização das provas. O aluno não conhece uma maneira que o faça lembrar por muito tempo de assuntos que não Ihe foram úteis, ou que não possam ser vivenciados.

Este é o principio da dramatização no ensino: o de causar uma impressão no estudante. Através de variadas técnicas de expressão e abordagem, torna-se possível fazer o aluno vivenciar os assuntos que Ihe estão sendo propostos, independente da área que se queira trabalhar. Assim, a visualização do assunto e o próprio assunto são incorporados ao mesmo tempo, e isso desencadeia, a principio, duas vantagens: a incorporação do método de reflexão, de imaginação, e a apreensão do assunto em si. Desta forma, o aluno saberá onde utilizar e de que maneira comportar-se quando, em sua vida, Ihe for necessário tal conhecimento.

O fracasso dos estudantes no vestibular deve-se também, entre outros motivos, à falta de poder imaginativo dos alunos, pois as perguntas nas provas de vestibular muitas vezes são dramatizadas, e o aluno, que poucas oportunidades teve de estudar através deste método, mal consegue entender a questão. Além disso, o sucesso do método dos cursos pré-vestibular prova isso: professores que dramatizam as situações, que não têm medo de serem verdadeiros artistas em sala de aula. Além disso, o uso de recursos de mnemônica (estudo de métodos de memorização), para a lembrança e fixação de certas fórmulas em ciências exatas, ou algumas regras nas ciências humanas, desperta um grande poderio imaginativo no aluno, que se torna
capaz de situar-se dentro do assunto.

Obviamente, a dramatização não é uma estratégia definitiva, mas pode ser, de fato, um poderoso recurso nas mãos de um professor que saiba fazer bom uso dela. E ao elo entre a teoria e a prática, onde avaliaremos de vez se a processo ensino-aprendizagem vem se dando de forma integral, ou apenas até a fim do bimestre.
Dessa forma, se é preciso incitar a imaginação do aluno para se obter uma educação que realmente transforme, faz-se necessária a clareza quanto ao conceito de Sociodrama Didático, que é o método de ação relativo a ações intergrupais que visa o apreensão de algum conhecimento. A partir do sociodrama, podemos utilizar técnicas variadas, como o Psicodrama (baseado na dramatização espontânea), o Role-Playing (interpretação de papeis), utilização de objetos, recursos audio-visuais, dinâmicas de grupo, enfim.
O importante, contudo, é trazer o espírito do aluno para dentro da sala de aula, e chamá-lo a um passeio agradável e útil pela matéria, e não a um calhamaço de folhas onde se encontra a matéria de maneira confusa. E a professor pode fazer isso em qualquer disciplina.

Assim, a dramatização transcende a ingênua idéia de que é apenas um sinônimo de teatro. É também um recurso que desenvolve as referências metodológicas no aluno, que compreende a matéria e sua reIação com a vida. Embora seja uma técnica que ainda tenha de enfrentar um certo preconceito, torna-se inegável seu valor didático quando bem trabalhada que, aliada a técnicas mnemônicas, pode ser capaz de deixar conhecimentos inesquecíveis em nossos alunos, que como a nossa criança que não mais mexeu no fogo, aprenderam profundamente o tema, pois este Ihes causou uma impressão.

Matéria de Marcelo Pelissioli disponível em (clique aqui)

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2 disqus:

  1. Topa uma parceria?

    http://mesa-3det.blogspot.com/

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  2. Bacana. Realmente o Roleplaying Game tem se mostrado um ótimo instrumento didático. Tenho iniciado uma pesquisa sobre o Roleplaying Game a partir de um referencial teóico da sociologia da educação. To no inicio da faculdade de Pedagogia e estou buscando ler um pouco mais sobre o Pierre Bourdieu, sobre os conceitos de Capital Cultural, etc. Inicialmente está dando pra definir bem o RPG como uma verdadeira arca repleta de Capital Cultural, e também como indiscutivel incentivador do Habitus de ler e escrever.

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