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Daemon - A Origem

Bom, tudo começou em 1995, quando o Arkanun foi lançado, certo? Errado. A história toda começa em 1992, quando Marcelo Del Debbio e seus ami...

Bom, tudo começou em 1995, quando o Arkanun foi lançado, certo? Errado. A história toda começa em 1992, quando Marcelo Del Debbio e seus amigos da Politécnica desenvolveram um sistema de RPG baseado em probabilidade percentual que mais tarde evoluiria para o atual Sistema Daemon. Tendo o sistema pronto, veicularam-no em Outubro de 1992 no fanzine “Politreco”, da POLI-USP.
Mais tarde, entre o final de 1993 e início de 94 saiu uma versão xerox do Trevas. Não era exatamente igual ao cenário que conhecemos hoje, mas já trazia muitos elementos dos livros da primeira edição da linha Trevas/Arkanun. Isso chamou a atenção do Marcelo Cassaro, ainda no início da Dragão Brasil.
Depois de um conto de sucesso veiculado no número 7 da revista Dragão Brasil, “As Tumbas de Dragnokk”, a Trama Editorial lança a primeira edição do livro Arkanun. Setembro de 1995 foi a data de lançamento. O livro foi um sucesso absoluto - para os padrões esperados, claro - o que ocasionou o lançamento da primeira edição do Trevas coisa de dois meses depois, também como um especial da Dragão Brasil. A primeira edição do Trevas conseguiu emplacar sucesso.
Nessa época o sistema de jogo ainda não era 100% igual ao Sistema Daemon que conhecemos hoje. Ainda usava muitos dados diferentes, principalmente para cálculo de dano das armas. O sistema de magias também tinha algumas diferenças menores.
Os suplementos lançados ainda na primeira edição destes jogos foram Grimório, Guia de Armas e Guia de Armas Medievais. Entretanto, me sinto seguro de dizer que o primeiro foi de longe o mais importante deles. Isso porque o Grimório revisou as regras de magia, trazendo muitos elementos novos também às regras de criação e desenvolvimento de personagens. Como deformidades relacionadas ao fato de ter muito focus em um determinado caminho. Inclusive, estas últimas deverão voltar na tão aguardada, pelo menos por mim, nova edição do Grimório.
Com o fim da tiragem do Arkanun, uma nova edição foi lançada em 1998, se não em engano, já incorporando muitas das modificações trazidas no Grimório. O mesmo aconteceu com o Trevas no final de 1999. A nova edição do Trevas marcou também uma mudança radical no cenário compartilhado pelos dois jogos (para quem não sabe, Arkanun é uma releitura da Idade Média segundo a cosmologia do Trevas, que é ambientado na época atual). Mudanças na classificação dos seres sobrenaturais e em seu tratamento em jogo (principalmente porque já haviam sido lançados livros especializados em anjos, demônios e vampiros), maior detalhamento do funcionamento da roda dos mundos, a cronologia dos eventos foi formada e maiores informações sobre Ark-a-Num e Paradísia foram soltas.
Estas novas edições foram lançadas, não pela Trama, mas sim pela Editora Daemon, editora que hoje lida com as linhas Daemon (Arkanun e Trevas), Invasão e Tormenta; todas utilizando o Sistema Daemon como básico.
O tempo foi passando e novos suplementos foram sendo lançados. Após quase dez anos desde a criação do sistema, os exemplares de Arkanun e Trevas foram sumindo das prateleiras das lojas. No lugar de simplesmente reimprimir, o pessoal da Daemon resolveu lançar uma nova edição de seus livros. Essa decisão foi tomada para poderem atualizar o sistema de acordo com os pedidos dos jogadores e também para retificarem um erro bastante peculiar que os livros possuíam: sua linguagem era muito direta ao ponto, os textos dos livros não eram redundantes como é comum ver nos livros de RPG e algumas regras eram até esquecidas de serem mencionadas. Erro comum de veteranos do RPG que escrevem para novatos, mas algo imperdoável quando você espera vender esses livros para quem está começando. Inclusive, o pessoal da editora Daemon só foi perceber esse erro quando começaram a chegar muitas dúvidas de jogadores para situações que eram cobertas pelo sistema, mas que não estavam explicitamente demonstradas nos livros.
Um exemplo disso é a regra de esquiva contra armas de fogo: no livro diz que é impossível esquivar de uma arma de fogo. Isso não é verdade. O que acontece é que um personagem humano simplesmente não tem velocidade o bastante para conseguir faze-lo. É preciso ter cerca de 32 de Agilidade para conseguir se mover rápido o bastante para poder esquivar de uma bala disparada de um simples .38. Pela capacidade humana - e de muitos seres sobrenaturais - estar muito aquém deste tipo de valor, o livro determina logo a impossibilidade de se esquivar de armas de fogo.
As terceiras edições dos livros Arkanun e Trevas trazem também atualizações nos cenários:
Arkanun já leva em consideração elementos que só irão ter real influência no cenário na época coberta pelo Trevas. Um exemplo disso é a passagem que cita a existência de uma entidade poderosa de Infernun (se Arkanun é tido como um inferno para a Terra, Infernun ocupa este nicho para Arkanun) enterrada no Planalto Central, elemento que foi criado para a ambientação de Brasília no cenário de Trevas (ver Trevas/Arkanun abaixo).
E o Trevas em sua terceira edição, lançada no final de 2001, foi o primeiro livro de RPG a fazer menção ao atentado do dia 11 de Setembro.
E foi pouco após o lançamento da terceira edição do Trevas, oficialmente no dia 7 de Janeiro de 2002, que liberaram o Sistema Daemon para o uso livre de mestres e jogadores em seus próprios universos e campanhas, bem como em publicações. Mas diferente do que aconteceu com o Sistema d20, o Sistema Daemon é realmente livre. Você não precisa responder a ninguém, não precisa seguir nenhum documento, e ainda por cima pode baixar o sistema gratuitamente no site da editora.
Entretanto, da mesma forma que o d20, o Sistema Daemon também tem uma pegadinha: o sistema liberado é bem básico. Mais limitado do que aquele apresentado nos livros Trevas e Arkanun. Ele não apresenta o sistema de magia, por exemplo. Se quiser apresentar regras de magia em seu livro, por exemplo, vai ter que inventar um sistema novo para isso.
Por enquanto, esta decisão tem parecido ser muito acertada. Levando em conta que o site da Editora Daemon agora conta com pouco mais de 500 (quinhentos!!!) netbooks desenvolvidos por fãs para o sistema, eu acredito que posso dizer que o sistema está fazendo um brutal sucesso.

Fonte:daemon.com.br 
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