Mangá: Cultura pop Japonesa no Brasil


A utilização do nome mangá começou com um famoso desenhista japonês chamado Hokusai [1760 1849], ele fez algumas gravuras não convencionais para a época, retratando a vida comum das ruas: as prostitutas, as casas de banho. E usou pela primeira vez a palavra manga, ela é formada por dois kandi (junção de caracteres que formam uma palavra) que significam "desenhos inconseqüentes, livres".
 Apesar de a palavra mangá ter esta origem antiga, foi no final da 2º Guerra Mundial que ela ganhou destaque.



Um autor chamado Tezuka Ossamu inovou na arte de desenhar, com seus personagens de olhos grandes e esguios e bocas minúsculas.
Os traços do mangá evoluíram desde então, mas ainda preserva as principais características deixadas por Ossamu, que é chamado no Japão de kamisama, que significa deus.

Com as características editoriais que possuem como divisão por sexo e idade, ao estilo e conteúdo, o mangá faz parte da cultura pop japonesa. E dentro deste universo da cultura pop aparecem muitos traços da cultura tradicional japonesa, o mercado de hoje em dia arrasta consigo vários seguimentos da cultura como a música, e o estilo das roupas.

Existe também uma forte identificação entre o leitor e os personagens, pois as histórias abrangem muitos aspectos que nem sempre os quadrinhos tradicionais abordam. Ler mangá foi sempre uma forma de preservar a língua japonesa e também de atualização da mesma. Portanto o Brasil é um país que lê mangá muito antes de qualquer outro país ocidental do mundo. Somente nos anos 90 com o sucesso de alguns mangás e animês nos Estados Unidos é que a grande massa começou a ter conhecimento da cultura pop japonesa.

Texto retirado de Elynalia Lima e retirado do site Biblioteca da Floresta

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