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A Lenda de Remiel

Paladinos... Guerreiros altruístas de fé inabalável. Homens abençoados pelos deuses, com ideais forjados nas virtudes da honra. Heróis a ...



Paladinos... Guerreiros altruístas de fé inabalável. Homens abençoados pelos
deuses, com ideais forjados nas virtudes da honra. Heróis a qualquer hora, qualquer
situação. Eles só possuem um objetivo: Fazer o bem.
Muitas foram as histórias sobre seu surgimento, lendas de como os deuses voltaram
seus olhos oniscientes às suas causas. A de que mais gosto, tida por alguns como a primeira
dentre elas, se inicia na Passagem para as Terras Distantes. Uma caverna sem fim, que
dizem levar à morada dos deuses.

Tal local era tido como sagrado e raros eram aqueles que arriscavam adentrar mais
que o limite do Rio de Amupherus, local em que deixavam canoas com os mortos para que
fossem levados aos deuses.
Várias eram as lendas que pairavam sobre o destino cruel que os ousados obtiveram
ao aventurar-se passagem adentro, relatos de que se perderia corpo e alma. Crença de
qualquer aldeão de Kalbar, vila onde a jornada começou.
Naquela época, a miséria física e espiritual havia atingido seu auge. A morte, trazida
pelas doenças e violência tornou-se cotidiana, tal como o dormir e o acordar. A religião
daquele povo havia sido distorcida e as bases da fé, o clero, estavam impregnados de
pensamentos corruptos e mesquinhos. Tal cenário deixava claro que o futuro dos homens
estava condenado. Todos tinham ciência do óbvio: Algo precisava ser feito para evitar o
pior. Cada um, porém, tinha sua desculpa para não agir, para não procurar uma solução.
Por isto Remiel erguera-se contra a correnteza do conformismo e havia iniciado sua
campanha para corrigir o mundo. Com esperança nos homens, havia discursado a seus
compatriotas com fervor, chamando-os para levantar-se contra um destino nefasto.
Implorando para que abrissem suas mentes e partissem com ele em busca de uma solução
para os problemas que os afligiam.
Mas suas palavras foram em vão e ninguém o seguiu. Sequer se manifestaram, fosse
por medo, conformismo ou mero descaso. Ele então chorou silencioso e por três vezes
pensou em desistir, mas não o fez. Aqueles à sua volta não tinham consciência do que
faziam, do significado de suas existências. Viviam o cotidiano no conforto da ignorância.
Caminhando lentamente rumo à destruição. Cabia a ele, que despertara uma consciência
maior ao sair do ciclo de descaso e omissão, abrir os olhos do povo e guiá-los. Desistir,
após adquirir tal consciência, seria mil vezes pior.

Leia o resto deste conto escrito por Leandro Reis "Radrack" aqui.
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