É o fim dos RPGs no Brasil?

Com certeza não, mas estão tentando acabar com a ficção. Pelo menos é o que mostra um projeto de lei aprovado essa semana no Senado.


Segundo o portal G1 o projeto de 2006 altera o artigo 20 da lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, equiparando assim ao crime de preconceito a divulgação de conteúdo discriminatório por meio de videogames, segundo a Agência Senado.



Por citar a ofensa a “cultos, credos e religiões”, o projeto pode considerar crime no país, por exemplo, a distribuição de títulos como "Hellgate London", RPG de ação dos mesmos produtores do clássico "Diablo". O jogo coloca a Londres de um futuro próximo nas mãos de demônios, que brotam pelas ruas e túneis de metrô.





Não precisa ser expert para saber que isso não tem fundamentos. A atitude reflete um governo ainda atrasado  em relação a cultura. Games são a indústria do entretenimento que mais cresce no mundo, pois as pessoas andam carentes de boas histórias e ficção. Pura ficção e acredito sermos adultos o suficiente para diferenciar isso da realidade. Jogos não são religiões e nem formam xiitas fundamentalistas. Além do mais, os pais devem estar ativos na educação dos seus filhos. É certo que alguns jogos são violentos e podem influenciar crianças, mas não eles apenas e sim todo um cenário formado em sua casa, escola e em um país que não dá total opção de escolhas para que jovens desenvolvam sua criatividade para o lado bom. O RPG é um ponto de fuga e um ponto de transformação para esses jovens e crianças, agora espero que o governo não siga adiante com essa lei. Vamos torcer.
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About Ale Santos

Storyteller, escritor de SCIFI,  Dark Fantasy e Designer de Narrativas para Board Games.  Um dos autores da Storytellers Brand'nFiction.  Editor do premiado blog RPG Vale, conhecido como @O_RPGista 
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1 disqus:

  1. Cara o Brasil é um país de terceiro mundo ainda, e com essa mentalidade está longe de sair da posição.

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