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Rei Arthur - Final

Desenterrando a Corte de Arthur Cadbury CastleCom a história de Arthur tão divulgada e tão persistente, era inevitável que os cientistas a...

Desenterrando a Corte de Arthur

Cadbury CastleCom a história de Arthur tão divulgada e tão persistente, era inevitável que os cientistas acabassem por procurar despistá-la dos adornos literários e chegar à verdade por detrás da lenda. Em 1965, foi constituída a Comissão de Investigação Camelot, e após cinco anos de escavações em Somerset, os arqueólogos da comissão identificaram as ruínas do Castelo de Cadbury, perto de Glastonbuy, como sendo Camelot.



O lugar, no topo de uma colina, fortificado nos tempos pré-romanos, fora escolhido indubitavelmente pela sua posição, que permitia dominar a planície que se estende até o canal de Bristol. O entulho incrustado numa muralha acima do forte original indica que o Castelo de Cadbury continuo a ser utilizado durante os séculos de ocupação romana. Mas a descoberta mais excitante para os investigadores da Comissão Camelot foram objetos de cerâmica que sugeriam que o local fora usado por um chefe bretão por volta do ano 500 - depois da retirada dos romanos e antes da conquista saxônica.

O seu quartel-general seria uma sala de 18 x 9m, construída em madeira e, provavelmente, com telhado de colmo. Se o chefe não foi o heróico Arthur da lenda e da literatura, era pelo menos um bretão que lutou pela preservação da civilização romana contra a investida dos invasores bárbaros. As descobertas da Comissão de Investigação Camelot não foram aceitas pela investigadora americana Norma Lorre Goodrich, que sugeriu que o rei Arthur não governara na Inglaterra, mas mais para o norte, na Escócia. Suas investigação exaustivas apontam para Stiriling, a noroeste de Edinburgh, e não para o Castelo de Cadbury, como local de Camelot.

Quanto ao tão falado cavalheirismo de Arthur, este reinou numa época de lutas selvagens em defesa da integridade territorial e da independência política. O Código de Honra da Cavalaria ainda pertencia ao futuro, à épocas mais pacíficas em que historiadores como Godofredo de Monmouth e Sir Thomas Malory puderam avaliar os tempo calmos em que viveram e impor os seus padrões e os seus valores a um passado que inventaram. Apesar disso, quem vive é o Arthur que eles criaram, não o guerreiro obscuro de uma era tumultuada. O seu reinado glorioso e inesquecível, nas palavras de um comentarista, foi "um breve período luminoso colocado como uma estrela na Idade das Trevas".

À Procura do Santo Graal

No centro da lenda do rei Arthur, situa-se a história da procura do Santo Graal, o cálice em que Jesus bebeu na Última Ceia e que se supunha possuir poderes milagrosos de cura e regeneração. O cálice, juntamente com a lança com que o soldado romano trespassou o lado do corpo de Jesus crucificado, foi entregue a José de Arimatéia, cujos descendentes o levaram para a Inglaterra. Segundo a lenda, um dos guardiões das santas relíquias esqueceu-se de tal forma da sua sagrada missão que olhou com luxúria para uma peregrina - o que fez com que a lança lhe caísse em cima, provocando uma ferida que não sarou. O Santo Graal desapareceu nesta época.

Merlin enviou uma mensagem a Camelot, dizendo ao rei Arthur que iniciasse a busca do cálice perdido. O cavaleiro destinadoChalice Well a encontrá-lo, sugeria o mago, apareceria em breve. Arthur e seus cavaleiros encontravam-se reunidos à volta da Távola Redonda, na vigília de Pentecostes, quando um trovão e um relâmpago precederam uma visão do Santo Graal, que surgiu coberto com um rico pano branco, flutuando através da sala. Pouco depois, um velho propôs um candidato para o último lugar vago na Távola Redonda. Esse jovem cavaleiro era Sir Galahad, filho de Sir Lancelot.

Durante a sua procura do Santo Graal, os cavaleiros da Távola Redonda tiveram inúmeras aventuras e foram freqüentemente desafiados a fazer sacrifícios que excediam as suas capacidades. Lancelot, contudo, viria a ser excluído da busca por não poder afastar a sua paixão proibida pela rainha Guinevere. A Sir Galahad, como Merlin previra, coube a recompensa de descobrir o Santo Graal e ministrar com ele o santíssimo sacramento.

Ajoelhando diante dele, o jovem cavaleiro compreendeu que a missão de sua vida fora cumprida. Enquanto a sua alma era levada ao "outro mundo", o seu corpo morto jazia perante o altar. Exatamente dois anos depois, os cavaleiros regressavam a Camelot para contar ao rei a história da sua aventuresca procura.

Em outra versão da história é Sir Percival que termina a busca. Encontra o vaso sagrado no Castelo de Monsalvat, nos Pirineus Espanhóis, à guarda de Amfortas com a lança da crucificação, e o rei jaz moribundo, recusando-se a receber a sagrada comunhão devido aos seus pecados imperdoáveis. Só quando Percival cura a ferida com um toque da lança, o Santo Graal é revelado sobre o altar.

Bibliografia

Os Grandes Mistérios do Passado - À Procura do Rei Arthur
Pág. 276 - 280 - Reader´s Digest Livros 1996 - Rio de Janeiro


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